As chuvas registradas em Mato Grosso do Sul no último domingo (20), foram determinantes para o combate aos incêndios florestais que assolaram o Pantanal em novembro. Nesta quarta-feira (22), a região segue sem registros de incêndio, mas os focos de calor ainda deixam equipes em alerta. Nas últimas 48 horas, foram registrados 29 focos de incêndios em Mato Grosso do Sul, que soma 1.692 focos em novembro.

Focos de calor consistem em pontos de temperatura acima de 47°C, registrados pelos satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Detectados diariamente, eles norteiam a informação sobre incêndios, embora um foco de calor não seja sempre sinônimo de foco de incêndio. Um mesmo evento de fogo, por exemplo, pode gerar mais de um foco de calor dependendo da extensão da área atingida.

Em 24 horas, Mato Grosso do Sul registrou 425 focos de calor ativos no Pantanal, o percentual de focos ativos apresentou uma queda significativa se comparada a última sexta-feira (17), quando os focos ativos chegaram a 2.108.

Os dados do Boletim Risco de Incêndio da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), apontam a maior incidência de focos no município de Corumbá (254), seguido de (142), Miranda (17), Porto Murtinho (11) e (1).

Segundo a tenente-coronel Tatiane Inoue, chefe do CPA (Centro de Proteção Ambiental) do Corpo de Militar de MS, quando um foco de calor é detectado, o Corpo de Bombeiros Militar entra em contato com o proprietário da área afetada e, se necessário, direciona militares para extinguir os focos.

De acordo com a PMA (Polícia Militar Ambiental), no momento, as chamas estão controladas com a ajuda das chuvas. Imagens via satélite são usadas para verificar a situação das áreas queimadas, os pontos de ignição (locais em que a temperatura está em ponto de combustão, mesmo sem a presença de chama) e de início de incêndio.

Rescaldo das chamas é essencial para evitar novos incêndios

Combate ao fogo no Pantanal
Combate ao fogo no Pantanal (Divulgação)

Atualmente, a maior preocupação dos brigadistas e ambientalistas, recai sobre o rescaldo dos incêndios, uma vez que uma abordagem inadequada pode desencadear novos focos em toda a região. Uma simples brasa em troncos de árvore, por exemplo, pode resultar em incêndio.

Na tarde desta terça-feira (21), o fogo retornou em algumas áreas do Pantanal, segundo o IHP (Instituto Homem Pantaneiro), as chamas que ficam no subterrâneo aliadas à falta de chuva e altas temperaturas representam riscos que devem ser monitorados.

“A principal preocupação é proteger as proximidades de casas das comunidades no Alto Pantanal que ficam próximas da Serra do Amolar. Após as ações de combate não há mais fumaça no local”, informou o Instituto.

PMA (Polícia Militar Ambiental de Miranda) participou de um sobrevoo juntamente com o GPA (Grupo de Patrulhamento Aéreo) na região da Barra do Aquidauana e Touro Morto. A ação teve o objetivo de monitorar as áreas afetadas pelos incêndios florestais e salvaguardar a fauna silvestre nativa que, por ventura, necessitasse de resgate.

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