Áreas queimadas no Pantanal de Mato Grosso do Sul estão sendo monitoradas com auxílio de helicóptero e drones, usados para identificar possíveis novos focos de incêndio e animais feridos. A ação é coordenada pelo GPA (Grupo de Patrulhamento Aéreo) e a PMA (Polícia Militar Ambiental).

Nesta terça-feira (21) as equipes monitoram as regiões do Paiaguás, Morro do Azeite, o trecho de Miranda-Corumbá, a divisa com Mato Grosso e a região conhecida como Touro Morto, no entorno do Parque Estadual do Rio Negro. Na segunda-feira (20), eles sobrevoaram a região da Barra do Rio Aquidauana e Touro Morto.

De acordo com a PMA, no momento, as chamas estão controladas com a ajuda das chuvas. Imagens via satélite são usadas para verificar a situação das áreas queimadas, os pontos de ignição (locais em que a temperatura está em ponto de combustão, mesmo sem a presença de chama) e de início de incêndio.

Com o cessar das chamas, as equipes também começam as vistorias para tentar verificar se houve ação humana ou algum responsável pelos incêndios.

Até o momento, a PMA resgatou um filhote de tucano que estava fugindo do fogo na região de Miranda. Ele será levado ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande.

Carcaças de animais foram localizadas, principalmente serpentes, que são os animais mais afetados pela dificuldade de fugir das chamas.

Chamas controladas com ajuda das chuvas

O Governo do Estado afirma que não há focos de incêndios ativos no momento e que agora as equipes trabalham com o rescaldo. De acordo com monitoramento do Inpe, nas últimas 48 horas, foram registrados 76 focos de queimadas em Mato Grosso do Sul, que soma 1.663 focos em novembro. Para se ter ideia, em novembro de 2022, o Estado registrou 100 focos de incêndio.

Ao todo, 72 militares atuam na Operação Pantanal 2023 está sendo realizada nas últimas semanas pelo Corpo de Bombeiros com ampliação na estrutura de combate a incêndios na região. Brigadistas e trabalhadores rurais apoiam as ações.

Na última semana três aeronaves apoiavam os trabalhos de combate às chamas, duas delas ‘air tractor’ que transporta até 3 mil litros de água para áreas de difícil acesso, com atuação no Paiaguás e no Rio Negro.