Após pedidos de impugnações e denúncias que chegaram até a 17ª Promotoria do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) decidiu instaurar processo administrativo contra 7 conselheiras eleitas e uma suplente.

As resoluções foram publicadas no Diário Oficial do Município dessa semana e envolvem possíveis irregularidades nas eleições para conselheiros tutelares em Dourados, do último dia 1º de outubro e são assinadas pelo presidente do , Ruan Jacob Bianchi Aguiar.

Disputa acirrada envolvendo 18 candidatos e 10 vagas, as eleições para conselheiros tutelares em Dourados, do último dia 1º de outubro, vai parar na Justiça. Uma ação protocolada na 17ª Promotoria do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pede a impugnação de candidaturas e pode mudar o rumo do pleito.

O pedido de impugnação foi apresentado inicialmente no CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) na segunda-feira da semana passada (16) e no mesmo dia ao MPMS que deve dar andamento às denúncias apresentadas por seis candidatos.

O pedido de impugnação foi feito a partir da veiculação de um vídeo que circula nas redes sociais onde uma pastora, que também ocupa cargo público na administração municipal, apresenta quatro candidatas durante culto aos fiéis. Três delas acabaram eleitas.

A denúncia também faz referência às falas de uma das candidatas, quando afirma que membros da comunidade LGBTQIA+ estariam “fazendo um para a votação”. Além disso, conforme os suplentes, a pastora completa o discurso da candidata e ressalta: “Sabe o que eles fazem? Eles passam de carro e levam as pessoas para votar”.

Das 18 candidaturas, 8 podem ser impugnadas (Foto: Leandro Hoslbac)

Afronta ao edital das eleições

“Requeremos providências cabíveis em relação ao descumprimento do referido de seleção para conselheiros tutelares do Município de Dourados, pela impugnação das candidatas envolvidas, respeitando o que está preconizado pelas leis que embasaram este pleito”, conclui o pedido.

Além do pedido já protocolado tanto no CMDCA quanto no MPMS, uma nova ação está sendo formalizada e envolve ocupantes de cargos legislativos. Em conversa com a reportagem do Jornal Midiamax, uma das pessoas denunciantes ressalta que também “há indícios de que representantes do legislativo municipal e estadual tiveram participação ativa no pleito”.

Segundo essa mesma fonte, “as participações desses políticos estão comprovadas em postagens feitas nas redes sociais, algumas delas feitas pelos próprios paramentares, como se estivem contando vantagens. Eles mesmos disseram, eu não estou inventando nada. Isso tudo é uma afronta ao edital das eleições”.

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