Estudantes brasileiros, de diversos estados, que cursam medicina em , na fronteira com , ameaçam entrar com ação contra uma universidade da cidade. Eles alegam que a instituição quer cobrar um milhão de guaranis por prova que já fizeram. O valor é equivalente a R$ 800,00.

“A Universidade alegou que se não aceitarmos realizar essas provas extraordinárias das notas de matérias em que já fomos aprovados, mas que sumiram, nunca receberemos os nossos diplomas”, afirma uma que procurou a reportagem do Midiamax.

Segundo outra brasileira que veio do Mato Grosso, eles também prometem as mesmas retaliações caso denuncie a situação. “Simplesmente se recusam a darem quaisquer explicações sobre essa decisão e ainda podem nos impedir de pedirmos transferências para outras universidades”, relata a acadêmica.

A reportagem teve acesso a um grupo de WhatsApp criado pelos estudantes brasileiros. Nele, os estudantes conversam sobre as exigências da e relatam as irregularidades.

“A faculdade some com nossas notas de matérias que somos aprovados e temos que ser extorquidos e refazer provas para que seja organizado”, diz uma acadêmica em conversa com uma colega.

Acadêmicos criaram grupo para discutir problemas no curso (Foto: Reprodução/Leitor Midiamax)

No entendimento do Cônsul-Geral Adjunto em Assunção, Victor Hugo, que trabalhou em Pedro Juan Caballero durante quatro anos e meio, “as faculdades de medicina usam e abusam, sem limites. Cada uma tem política diferente e, na maioria das vezes, não atendem aos anseios dos alunos”.

Um levantamento feito pela reportagem do Midiamax apurou que a população de estudantes de diversas regiões do Brasil que cursam medicina nas universidades paraguaias passa de 15 mil. Somente na instituição questionada, o número de matriculados chega a 2 mil.

Procurada pela reportagem do Midiamax, a universidade denunciada pelos estudantes até o momento não se manifestou para dar explicações sobre as supostas cobranças irregulares. O espaço segue aberto para posicionamento.