Um estudo realizado pela  (Fundação Oswaldo Cruz) apontou que indígenas de possuem resistência aos medicamentos mais utilizados para tratamento de . Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Scientific Reports.

Assim, as pesquisas foram realizadas em povos indígenas Guarani e Kaiowá do Estado. Para chegar aos resultados, foi utilizado sequenciamento total do genoma em amostras de Mycobacterium tuberculosis. As moléculas de bactérias foram estudadas isoladamente em indígenas que tiveram tuberculose nos últimos anos.

Então, foram detectadas em 66 amostras diversas formas de resistência aos medicamentos mais utilizados no tratamento da doença. De acordo com a Fiocruz, os resultados apontam “não somente para a emergência de um grave problema de saúde pública, como também para uma ameaça iminente às estratégias de controle da tuberculose”.

Além disto, as “descobertas revelam o nível extremo de marginalização e preconceito sofrido por este grupo indígena”. Com isso, a Fiocruz destaca que o combate ou tratamento da tuberculose nas aldeias é muito mais difícil. A falta de informação, unida com a falta de um tratamento imediato, dificultam o controle da doença.

Por fim, a Fundação recomenda que sejam aperfeiçoadas “as estratégias de comunicação e as relações entre a população e os serviços de saúde, além de sensibilizar a sociedade envolvente”. Participaram da pesquisa e escrita do artigo o Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) e o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) de MS.