Episódio que se tornou conhecido até fora do País, imagem de Nossa Senhora Aparecida que vertia mel pelo rosto como se fossem lágrimas virou cenário para uma briga de família que foi parar na Justiça e se arrasta até hoje, mais de 10 anos depois, sem previsão de término. Em 2007, Sônia Miranda Diniz abriu as portas de sua residência, em Campo Grande, e começou a atrair peregrinos que iam em busca dos milagres da imagem. Três anos depois, com a morte do marido, ela foi acusada de estelionato e tiveram início as ações questionando movimentações financeiras e o testamento deixado por ele.

Nesta semana, despacho manteve decisão anterior sobre a validade de um empréstimo que Sônia teria feito em nome do companheiro quando ele estava internado, antes de falecer. Para os filhos, ela aproveitou da situação do pai para obter benefício. Já a viúva assegura que o dinheiro foi solicitado com aval dele, justamente para atender às necessidades do momento. No entendimento do juiz do caso, se ela possuía a senha da conta é porque tinha a confiança do amásio, com quem viveu por mais de duas décadas.

Já a ação que questiona o destino do espólio segue em trâmite, sem previsão de término, apesar de já ter sido julgada. Os filhos de João Rezek têm ingressado com diversas manifestações na tentativa de anular o testamento deixado em favor da segunda mulher do pai. Eles chegaram a acusá-la formalmente e investigação de estelionato virou caso de polícia. Neste mês, estão sendo realizadas avaliações de imóveis da família. Um deles, com mais de 900 metros quadrados, abriga um estabelecimento cultural que atualmente está alugado.

Desde 2010, inúmeras manifestações dos autores da ação vêm sendo juntados. Sônia também já foi submetida a vários procedimentos para testar a validade de assinatura e comprovar que não cometeu nenhum crime. A ação principal tramita na 6ª Vara de Família e Sucessões, mas a disputa já rendeu outros seis processos.