Os quase 20 mil casos confirmados de Covid-19 em Mato Grosso do Sul fizeram o Estado subir no ranking de unidades de federação com mais registros oficiais da doença, conforme afirmou nesta quinta-feira (23) o titular da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Geraldo Resende.

Segundo o secretário, MS ocupa, agora, a 25ª posição, ficando acima do Acre e do Tocantins. Até então, Mato Grosso do Sul ocupava o último lugar. “Era algo que a gente se orgulhava, mas que agora perdemos. Devemos isso ao número cada vez maior de casos, principalmente em Campo Grande, Corumbá, Bataguassu, São Gabriel do Oeste e municípios do Cone Sul, como Iguatemi”, detalhou Resende.

A marca dos 20 mil confirmados é aguardada para esta sexta-feira (23) – o boletim epidemiológico desta quinta trouxe 782 novos diagnósticos, elevando o total de confirmados a 19.671 em MS. A maioria está em Campo Grande: são 7.680 confirmados, que representam 39,04% do total em MS. Dourados vem em seguida, com 3.984 casos (20,25%). Corumbá tem 877 positivos (4,46%) e Três Lagoas tem 560(2,85%).

Rio Brilhante tem 560 casos (2,61%), seguida por Bataguassu (490 casos, 2,49% do total). São Gabriel do Oeste superou a marca de 400 casos nesta quinta-feira, com 402 positivos e 2,04% do total de registros em MS.

A taxa de ocupação de leitos cativos para Covid-19 no SUS (Sistema Único de Saúde) em MS também preocupa e foi ponto de tensão nesta quinta, durante a divulgação dos dados epidemiológicos. Isso porque a taxa de ocupação de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) da rede pública já é de 57%, mesmo com ampliações recentes.

Na macrorregião de Campo Grande, a propósito, a taxa de ocupação global é de 91% dos 234 leitos de UTI existentes: são 32% de ocupação com pacientes confirmados de Covid-19, 9% com casos suspeitos e 50% com outras enfermidades. Segundo a SES, apenas uma em cada 10 internações na Capital é de residentes do interior, sendo o restante residente de Campo Grande.