A Seara Alimentos, que tem uma das sedes em , distante 255 quilômetros de , conseguiu autorização na Justiça para que cerca de 300 funcionários que moram em voltem ao trabalho, mesmo com restrições de circulação na cidade por conta da pandemia do novo coronavírus. A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta terça-feira (31).

O relator, desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, deferiu o pedido da empresa, acatando a argumentação da defesa de que a indústria de alimentos funciona como serviço essencial à população.

Segundo a defesa, o grupo produz alimentos essenciais para dieta da população brasileira, ‘abastecendo os mercados local e nacional, junto com fornecedores e varejistas parceiros por todo o País, processando, por dia, mais de 80 mil bovinos, 14 milhões de aves, 115 mil suínos e 100 mil peças de couro'.

Apesar da sede ser em Dourados, cerca de 300 trabalhadores moram em Rio Brilhante, que teve o transporte coletivo suspenso por conta da pandemia do novo coronavírus, como forma de evitar a aglomeração e incentivar o , como recomenda a OMS (Organização Mundial de Saúde).

O desembargador autorizou o transporte dos funcionários, desde que feito em ônibus com 50% da capacidade de passageiros do veículo a ser utilizado no transporte, devendo, ainda, ser higienizado integralmente a cada percurso. A cabe à Prefeitura de Rio Brilhante.

Na segunda, a Biosev S.A, a Agro Energia Santa Luzia S.A e a ACP Bioenergia Ltda conseguiram na Justiça o direito de transportarem em ônibus os funcionários para as indústrias de produção de em Rio Brilhante, distante 161 quilômetros de Campo Grande. A prefeitura da cidade havia proibido por decreto a circulação de transporte coletivo por conta da pandemia do novo coronavírus. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Justiça desta segunda-feira (30). Mais de 5 mil trabalhadores podem deixar o isolamento com a decisão.