Cotidiano

Sem salário, operários paralisam obras do Minha Casa Minha Vida em MS

Os funcionários da Engepar, responsável pela construção das moradias do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Campo Grande, realizaram uma paralisação parcial na tarde desta quinta-feira (4) no canteiro de obras do Residencial Sírio Libanês. De acordo com o presidente do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande-MS), José […]

Ana Paula Chuva Publicado em 04/04/2019, às 16h45 - Atualizado em 05/04/2019, às 10h20

Foto: Kamila Alcantara
Foto: Kamila Alcantara - Foto: Kamila Alcantara

Os funcionários da Engepar, responsável pela construção das moradias do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Campo Grande, realizaram uma paralisação parcial na tarde desta quinta-feira (4) no canteiro de obras do Residencial Sírio Libanês.

De acordo com o presidente do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande-MS), José Abelha, a empresa tem cerca de 800 funcionários ativos que estão sem receber o pagamento.

“Nossa preocupação é que a empresa está ameaçando fechar os canteiros de obra, com isso o desemprego vai voltar a assolar a categoria. Eu me informei e sei que a Caixa Econômica tem os recursos, mas o Governo Federal tá segurando, não sabemos os motivos”, afirmou.

Abelha ressaltou ainda que a paralisação de hoje é simbólica, para ver se conseguem a regularização da situação a partir disso será resolvido o que vão fazer.

Ainda segundo informações do Sintracom, são cerca de 15 mil obras paradas em todo o Brasil, a CBIC (Câmara Brasileira das Indústrias da Construção) teria estipulado uma trégua até o mês de março para a falta de justificativa em não repassar os recursos para as empresas.

Ao Jornal Midiamax, a Engepar afirmou que não há ameaça de fechamento dos canteiros de obra, o que acontece é que existe uma inadimplência no repasse de recursos do Governo Federal para o programa, e por essa razão há três medições em atraso, mas estão pleiteando junto à Caixa Econômica Federal para que os recursos locais sejam repassados para sanar o problema.

Mas a empresa ressalta que vai continuar nas obras e espera uma resposta da Caixa para poder agir.

*Matéria editada às 17h14 para acréscimo de informações. 

Jornal Midiamax