A ‘caixa-preta' na concessão do transporte coletivo de e a dificuldade para cobrar melhorias no serviço oferecido aos passageiros geram reclamações e suspeitas desde a assinatura do contrato, em 2012. Agora, um inquérito civil vai investigar a atuação da  (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e da (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) com relação ao .

O MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) instaurou na última sexta-feira (28) o procedimento para apurar eventuais irregularidades nos autos de infrações e notificações emitidos contra o Consórcio Guaicurus, nos anos de 2017 e 2018, inclusive omissão na fiscalização por parte da Agetran e Agereg.

O inquérito será comandado pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, titular da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande.

A investigação, um Procedimento Preparatório convertido em inquérito civil, surge em meio a polêmicas constantes envolvendo o Consórcio Guaicurus, que é composto pelas empresas Viação Campo Grande, Viação São Francisco, Jaguar e Viação Cidade Morena.

Além das frequentes reclamações pela falta de qualidade do transporte urbano, o consórcio também chama atenção pela falta de transparência em relação ao termos contratuais que efetivaram a concessão dos serviços de transporte urbano na Capital.

O contrato, assinado às vésperas do fim do mandato do então prefeito Nelson Trad Filho (atual PTB), em 2012, só foi disponibilizado publicamente cerca de cinco anos depois do primeiro pedido feito pelo Jornal Midiamax, após muita insistência. Todavia, as cerca de 10 mil páginas do documento não detalham, por exemplo, as exigências do edital, que ainda não foi divulgado à reportagem pela Agereg.

Além disso, usuários do serviço reclamam constantemente da qualidade nos serviços. De tetos quebrados, pisos soltos, falta de limpeza e manutenção, além de alterações de rota sem devida comunicação prévia.

No último dia 18 de setembro, por exemplo, um ônibus, dos modelos recém adquiridos e que chegaram à Capital em março de 2017, simplesmente perdeu a roda ao parar em frente ao Shopping Campo Grande, na Avenida Afonso Pena. Procurado pela reportagem, o consócio não fez qualquer pronunciamento.