Aquartelamento não está descartado 

 Caso a proposta de reajuste salarial que será apresentada pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (25) não agrade a maioria, militares da Polícia e Corpo de Bombeiros de todo o Estado não descartam a possibilidade de deixar de atender a população para se recolher nos quartéis.

De acordo com o o presidente da ABSS (Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais oriundos do quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros), tenente Thiago Mônaco, o chamando aquartelamento é um ato de medida extrema, porém, caso governo e categoria não entrem em consenso e maioria decida, a hipótese não está descartada.

“Caso as negociações não avancem, não descartamos paralisação parcial ou até mesmo aquartelamento que é quando os militares ficam nos quartéis e deixam de realizar suas atividades”, explica.

O presidente da AOFMS (Associação dos Oficiais Militares de Mato Grosso do Sul), coronel Alírio Villasanti, lembra que a intenção dos trabalhadores é insistir nas negociações, contudo, caso seja necessário chegar ao extremo, o aquartelamento pode ser uma opção. Alternativa que segundo ele pode gerar grandes danos à população.

“O aquartelamento não está descartado, mesmo sendo uma medida extrema. Caso aconteça o prejuízo será total, já que sem segurança não há atividade nenhuma. Não somos irresponsáveis e queremos negociar, mas é preciso que o Governo coloque a segurança pública como prioridade na agenda”, relata.

Na terça-feira (24) o Executivo se comprometeu a fazer recálculo da proposta salarial, depois que centenas de policiais militares e do Corpo de Bombeiros de todo o Estado reduzirem suas atividades em protesto por melhores salários e condições de trabalho. A paralisação que começou as 8 horas, se estendeu até as 20h. “Retornamos às atividades, mas permanecemos em alerta até que seja apresentada uma proposta justa para a categoria”, reitera Mônaco.

Na manhã desta quarta-feira (25), nova reunião entre Governo e os comandantes da Polícia Militar e Bombeiros Militares foi marcada para que a nova proposta de reajuste salarial seja apresentada. Depois disso, assembleia geral unificada marcada para as 14 horas na Praça Ari Coelho, vai deliberar se aceita ou não fechar acordo com o Executivo. Caso haja negativa, os servidores vão decidir pela paralisação ou aquartelamento, até que acordo seja feito.