As estimativas apontam para uma liderança, mais uma vez, dos empréstimos para pessoas físicas, que devem crescer 1,8% em novembro na comparação com o mês anterior. Tanto a carteira de crédito livre quanto a do direcionado devem se expandir, com altas de 1,9% e 1,6%, respectivamente.

“Além de seguir beneficiada pela reabertura das atividades e recuperação do , a carteira Pessoa Física livre deve contar com o impulso sazonal que ocorre no fim do ano, período de maior consumo das famílias, o que beneficia modalidades como cartão de crédito”, afirma Rubens Sardenberg, diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban.

Na carteira de empresas, o crescimento deve ser mais moderado, de 0,7%, com alta de 1,6% no crédito livre, mas queda de 0,9% no direcionado. Sardenberg afirma que a carteira livre deve ser impulsionada pela demanda de final de ano, mais visível em operações como descontos de duplicatas e recebíveis. A carteira direcionada, segundo ele, ainda deve ter uma “desaceleração relevante”.

O volume de concessões, por sua vez, deve crescer 7,4% em novembro ante outubro, com alta de 16,6% em 12 meses, a maior desde 2011, início da série da Febraban. Parte dessa alta se deve à inflação, mas segundo a entidade, mesmo com ajuste inflacionário, a expansão segue em um patamar alto.

As concessões com recursos livres devem liderar a alta, com 8,2% de expansão no mês, e de 17,3% no ano. “Além dos fatores que têm impulsionado as concessões nos meses anteriores, como o avanço da vacinação, reabertura dos estabelecimentos, recuperação do mercado de trabalho etc., o resultado de novembro já deve ser impactado pelos eventos de fim de ano, especialmente nas modalidades de consumo, como cartão de crédito (PF) e desconto de duplicatas e recebíveis (PJ)”, diz Sardenberg.

Nas operações direcionadas, a pesquisa projeta uma expansão mais fraca, de 0,5% em um mês, e de 11,4% em um ano. Segundo a Febraban, o término dos programas emergenciais de crédito para empresas continua a influenciar o resultado. Em pessoas físicas, porém, as operações devem ter alta de 40%, lideradas pelos financiamentos imobiliários.

A pesquisa da Febraban é realizada com base nos dados consolidados dos principais bancos do País, que representam de 39% a 89% da carteira de crédito do sistema, a depender da linha considerada. Também são levadas em conta variáveis macroeconômicas que impactam o mercado de crédito.