O empresário Ronaldo Cezar Coelho, que administra o fundo de investimento Samambaia, acionista da Energisa, foi alvo de operação de busca e apreensão da Lava Jato, nesta sexta-feira (3), que mira o ex-governador de São Paulo e atual senador José Serra (PSDB).

Além disso, José Serra e a filha, Verônica Allende Serra, são denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro transnacional.

Foram bloqueados R$ 40 milhões na Suíça relacionada à família Serra, cuja casa foi alvo de busca e apreensão.

De acordo com o MP, a Odebrecht teria pagado ao senador cerca de R$ 4,5 milhões entre 2006 e 2007, usados pelo tucano para custear gastos de .

Além disso, mais R$ 23,3 milhões entre 2009 e 2010 para liberação de créditos na Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) por obras no Rodoanel Sul.

Por outro lado, a força-tarefa indicou que as o operador e empresário José Amaro Pinto Ramos e Verônica Serra.

Conforme apurado, eles “constituíram empresas no exterior, ocultando seus nomes, e por meio delas receberam os pagamentos que a Odebrecht destinou ao então governador de São Paulo”.

“Neste contexto, realizaram numerosas transferências para dissimular a origem dos valores, e os mantiveram em uma conta de offshore controlada, de maneira oculta, por Verônica Serra até o final de 2014″, diz o relatório.

Na sequência, teriam transferidos para outra conta de titularidade oculta, na Suíça.

Acionista da Energisa e irmão de famoso

Já o empresário Ronaldo Cezar Coelho, irmão do comentarista esportivo Arnaldo Cezar Coelho, foi tesoureiro do PSDB e, no âmbito da Operação Lava Jato, foi apontado na delação da Odebrecht como operador de caixa 2 eleitoral de Serra.

Os mandados de busca e apreensão estão relacionados à Operação Revoada, em São Paulo, ligada à ação que mira em Serra.

A denúncia foi montada com base na delação de nove executivos ligados à Odebrecht, inclusive o ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht.

Procurada pelo Jornal Midiamax, a assessoria de imprensa da Energisa, concessionária de na maior parte do território de Mato Grosso do Sul, afirmou que não comenta assuntos relacionados a seus “milhares de acionistas minoritários”.

*Matéria editada às 14h50 para atualização de informação.