Livro de Paulo Coelho é a obra sul-americana mais traduzida para línguas estrangeiras

| 18/02/2022
- 19:30
Livro de Paulo Coelho é a obra sul-americana mais traduzida para línguas estrangeiras
Fonte: Wikimedia

A literatura brasileira é uma das mais ricas do mundo, principalmente pela diversidade das obras. Alguns autores nascidos aqui no Mato Grosso do Sul, como Manoel de Barros, Raquel Naveira e Glorinha de Sá Rosa, são as maiores provas disso. Entretanto, se olharmos para os escritores mais bem-sucedidos comercialmente, o carioca Paulo Coelho é quem merece maior destaque. Uma pesquisa realizada recentemente colocou o “O Alquimista” como uma das 10 obras mais traduzidas do mundo, e a líder no ranking da América do Sul.

 

Esse estudo foi divulgado pela PrePly, site de e-learning com foco em línguas estrangeiras, e apontou quais são as obras mais traduzidas do mundo. Na liderança está o clássico “O Pequeno Príncipe”, do autor francês Antoine de Saint-Exupéry. O livro infantil foi traduzido para mais de 382 línguas diferentes, além de ser uma leitura obrigatória para qualquer fanático por escrita. A segunda posição ficou com “As Aventuras de Pinóquio”, do italiano Carlo Collodi, com adaptação para mais de 300 línguas estrangeiras.

 

O Brasil aparece representado por Paulo Coelho na lista, com a obra “O Alquimista”. Lançado em 1988, o livro foi traduzido para mais de 80 línguas distintas e ocupa a 10ª posição do ranking mundial. Entretanto, se olharmos apenas para a América do Sul, o livro brasileiro é o mais traduzido. Isso não causa muita surpresa, pois a obra já vendeu mais de 65 milhões em todo o mundo, sendo considerada uma criação clássica da literatura moderna.

 

Esse sucesso é ainda mais comprovado pela quantidade de traduções realizadas, pois significa que o livro não fez sucesso apenas no Brasil, mas também em países estrangeiros. Na lista divulgada pela pesquisa da PrePly, o autor Paulo Coelho supera até mesmo escritores mais conhecidos, como o colombiano Gabriel García Márquez, que teve clássico “Cem Anos de Solidão” traduzido para mais de 40 línguas estrangeiras. Ou seja, o autor brasileiro tem o dobro de adaptações feitas para outros países.

Clássicos mais traduzidos

 

A lista também mostra que a literatura clássica é a que mais chama a atenção dos leitores de diferentes países. Livros como “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, e “Dom Quixote de la Mancha”, de Miguel de Cervantes, por exemplo, estão entre os 10 mais traduzidos do mundo. O primeiro foi adaptado para cerca de 175 línguas diferentes, enquanto o segundo chegou para 140 outras culturas. Isso mostra que os clássicos, principalmente os infantis, continuam com muita força na literatura mundial.

 

Enquanto isso, em continentes como a África e a Ásia, a temática acaba indo para outra direção. No continente africano, o livro mais traduzido é o “The Upright Revolution: Or Why Humans Walk Upright”, do queniano Ngũgĩ wa Thiong'o, que não possui tradução para o português. A obra lançada em 2016 é uma análise social e política da sociedade moderna, e ainda não pode ser considerada um clássico, mas já foi traduzida para mais de 63 línguas diferentes.

 

Outros clássicos brasileiros, além do livro de Paulo Coelho, também possuem potencial para entrar na lista. Por exemplo, “Capitães de Areia”, de Jorge Amado, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, e “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, foram traduzidos para diversas línguas estrangeiras nos últimos anos e podem aparecer futuramente no ranking de mais adaptados do mundo.

 

A presença de Paulo Coelho na lista é importante para valorizar a literatura brasileira, que foi sempre uma referência na América Latina. O livro “O Alquimista” é uma leitura quase que obrigatória para os fãs do autor, assim como para os amantes de literatura. Ele é o único autor da lista de 10 mais traduzidos que ainda está vivo, o que também exalta o feito do escritor brasileiro de 74 anos, e autor de vários sucessos nas estantes de livrarias ao redor do mundo.

*Esta é uma página de autoria de Paulo Armando e não faz parte do conteúdo jornalístico do MIDIAMAX.

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