Com previsão de entrega para dezembro deste ano e com 87% das obras de reforma em andamento, a pista apresenta ondulações. A constatação é da comissão de vistoria da SAC (Secretaria de Aviação Civil) do Ministério de Portos e Aeroportos, durante visita ao Aeroporto Francisco Matos Pereira, em

Durante dois dias, diretores e técnicos da SAC estiveram no local acompanhados pelo vice-governador José Carlos Barbosa e também pelo prefeito e militares do 9º Batalhão de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro.

Comitiva formada por diretores e técnicos da SAC (Secretaria de Aviação Civil) do Ministério de Portos e Aeroportos concluiu na manhã desta quarta-feira (13) a visita ao Aeroporto Francisco Matos Pereira, em Dourados. 

“Encontramos um nível de ondulação na pista que está além do que a regulação permite. Isso já havia sido apontado pelo próprio Exército [9ª Companhia de Engenharia]”, disse o diretor de Investimentos da SAC, Thiago Pereira Pedroso.

Os procedimentos para a resolução do problema detectado devem passar pela prefeitura de Dourados, a Anac (Agência Nacional de Aviação) e Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

O diretor de Investimentos da SAC, Thiago Pereira Pedroso, garantiu, após ouvir as explanações em torno do projeto, que o órgão já dispõe de cerca de R$ 38 milhões a serem aplicados na implantação do novo terminal de passageiros no local.

“Esse recurso foi incluído no PAC [o Programa de Aceleração do Crescimento, anunciado pelo presidente Luís Inácio da Silva no mês passado, em Brasília] e já está em execução em várias partes do País”, informou o diretor, acompanhado de Marcio Maffili Fernandes, coordenador geral de Projetos Aeroportuários e Guilherme Afonso, coordenador geral de Investimentos na SAC.

Durante a apresentação do atual das obras, o coronel Carlos Alexandre Bastos Vasconcellos disse que a intenção era que em agosto deste ano o Exército pudesse entregar o serviço concluído, mas foram verificadas ondulações que comprometeram esse calendário. A solução técnica, segundo ele, foi buscar a ajuda do IME (Instituto Militar de Engenharia) na prestação de serviços e avaliação das condições de natureza técnico-científicas na obra.

“Concluímos pela necessidade do reforço de mais uma capa, solução já em execução e na parte nova, de 400 metros, também com duas capas, para enfrentar as ondulações. Esses testes queremos concluir até dezembro para iniciar o processo de homologação, trabalho que é a cargo da Prefeitura”, explica o coronel.

Ainda segundo ele, a drenagem a jusante da bacia também já foi iniciada, depois do episódio de fevereiro, quando choveu 275mm em 18 dias, mais que a vazão prevista no projeto da bacia. “Transbordou tudo e agora a Prefeitura tem que fazer a parte dela, de canalizar a água pra evitar que a gente tenha que ficar desviando”, justifica Vasconcellos.