O vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) virá a no próximo dia 8 de novembro, para conferir as instalações da UFN3 (Unidade Fertilizantes Nitrogenados), em Três Lagoas, distante 326 quilômetros de .

Alckmin sobrevoará o local onde serão realizadas as instalações ao lado do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, da ministra do Planejamento, Simone Tebet, junto ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira e governador Eduardo Riedel (PSDB).

Por lá, o grupo fará a técnica para avaliar a retomada das obras que pertencem à Petrobras, a quem cabe a decisão de eventual conclusão do empreendimento – o que pode acontecer ainda em 2023.

“O Governo do Estado tem total interessa em uma solução para a da UFN3. A fábrica pode representar um salto no desenvolvimento não apenas de Mato Grosso do Sul, mas para todo o Brasil”, comentou Eduardo Rocha.

Novo PAC

Listada pelo Novo PAC como investimento nacional em estudos, a obra pode ser retomada ainda neste ano pela estatal.

Com as obras paradas desde 2014, a UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III), em Três Lagoas, foi inclusa no Novo PAC e listada não como investimentos, mas sim em ‘estudos’ pelo Governo Federal, em evento no Rio de Janeiro com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Eduardo Riedel (PSDB).

O local está com 80% das obras concluídas e quase foi vendido pela Petrobras, que pode tocar a conclusão da obra com o Novo PAC. Quando Lula assumiu o governo, foi suspensa a ordem de venda da fábrica.

A UFN3 e o contorno rodoviário de Três Lagoas são duas importantes obras anunciadas pelo PAC na cidade de origem da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB). A expectativa era que a unidade produzisse 3,6 mil toneladas de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia por dia.

A construção da UFN3 em Três Lagoas teve início em 2011 e a obra foi paralisada em dezembro de 2014, após a Petrobras romper o contrato com o consórcio responsável pela obra. A estatal colocou a UFN3 à venda em setembro de 2017, alegando que não tinha mais interesse em seguir no segmento de fertilizantes.

Em 2022, o grupo russo Acron manifestou interesse na compra da fábrica. Negociações foram iniciadas, mas restaram fracassadas no final de abril porque o plano de negócios proposto pelo potencial comprador queria rebaixar a fábrica para uma indústria misturadora de fertilizantes, condição que não teve aprovação do Governo do Estado.

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