O deputado (PT) pediu vista da moção de repúdio contra a visita do ditador Nicolás Maduro. Nesta quarta-feira (31), o segundo-secretário da questionou a moção e lembrou das relações do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Rafael Tavares (PRTB) é autor da moção e acredita que será votada na semana que vem. Apresentada no final da sessão na (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), a moção foi criticada pelo deputado petista.

“Uma moção de repúdio a um presidente que visita o Brasil. Não pode mais visitar o Brasil?”, questionou. A moção se direciona ao presidente Lula também “em razão da sua relação amistosa com o reconhecido ditador Nicolás Maduro”.

Então, Kemp destacou as relações de Bolsonaro com ditadores. “Acho complicado isso aqui, o presidente passado, Jair Bolsonaro, tinha relação amistosa com outros ditadores. Por exemplo, o ditador da Arábia Saudita, em que a relação era tão amistosa que ele ganhou um monte de joias”, disse.

Por fim, afirmou que a classificação de ‘ditador' cabe aos nativos do país. “Então assim, o presidente não pode ter uma relação institucional com outro presidente? Seja ele ditador ou não, quem tem que ver isso é o povo do país, não é? Acho muito complicado, vou pedir vista para analisar melhor a moção”, finalizou.