O requerimento para a criação da Frente Parlamentar Invasão Zero sofreu pedido de vistas durante sessão plenária desta quinta-feira (26), na Legislativa, após constatação da palavra ‘gaúcha’ em justificativa. A proposta da criação foi apresentada na terça-feira (24) pelo deputado Coronel David (PL).

No texto da justificativa da proposta apareceu a palavra ‘gaúcha’, que, segundo colega parlamentar, teria ‘entregado’ a inspiração de projeto semelhante a apresentado por deputados no Rio Grande do Sul.

A deputada Gleice Jane (PT) pediu destaque do requerimento da criação da frente parlamentar e pontuou o suposto erro. “Gostaria de compreender o que está propondo uma frente parlamentar para debater assunto do Rio Grande do Sul. Precisaríamos de no mínimo uma explicação”, questiona a deputada.

A parlamentar leu trecho da proposta que diz: “Mesmo reconhecendo de forma subsidiária a importância do processo de reforma agrária, não é possível aceitar a penalização do agronegócio gaúcho que, ao longo de tempo, sempre se mostrou a principal pilastra da economia gaúcha, vencendo obstáculos econômicos internos e mesmo de ordem internacional”.

Professor Rinaldo (Podemos) pediu vistas em seguida à pontuação da deputada. “Levando em consideração que o precursor da proposta não está presente, gostaria de pedir vistas”, disse o deputado.

O presidente da Casa, Gerson Claro (PP), pontuou que a observação de Gleice Jane foi “magistral”. Depois, Pedro Kemp (PT) sugeriu que a proposta de criação da frente parlamentar fosse corrigida.

Criação de frente parlamentar

Assinaram o pedido de criação da frente os deputados Coronel David, Rafael Tavares (PRTB), Neno Razuk (PL), Mara Caseiro (PSDB), João Henrique (PL), Antônio Vaz (Republicanos), Márcio Fernandes (MDB), (PSDB), Zé Teixeira (PSDB), Junior Mochi (MDB), Gerson Claro (PP) e Rinaldo Modesto (Podemos).

De acordo com David, o propósito da Frente é debater, discutir, propor, buscar soluções e acompanhar a execução de políticas públicas relacionadas ao combate as invasões ocorridas nas áreas urbanas e rurais do Estado de Mato Grosso do Sul.

A Frente quer poder agregar, além dos deputados que subscreverem a criação, representantes governamentais e não governamentais que atuem em áreas de contato com as políticas públicas voltadas à segurança pública, conforme dispuser regulamento próprio.