Alcides Bernal (PP) aparece em segundo na corrida pelo Senado, segundo o DATAmax, mas corre o risco de ficar fora da disputa. Lideranças políticas consideram certa a impugnação de sua candidatura e analisam, caso confirmada a medida, como pode ocorrer a migração de votos entre os demais candidatos.

No levantamento do DATAmax, divulgado na segunda-feira (14), Bernal aparece em segundo colocado, com 31,8% das intenções de voto, atrás de Simone Tebet, que soma 44,2%. No entanto, a Procuradoria Regional Eleitoral entrou com ação para impugnar a candidatura do pepista, que foi cassado em março deste ano pela Câmara Municipal, quando era prefeito de Campo Grande.

Aguardando uma decisão final, a classe política opina e especula. “Bernal vai ter dor de cabeça e, se ele sair, os votos podem migrar para nós”, analisa o deputado estadual Pedro Kempo (PT) defendendo o correligionário Ricardo Ayache, que também concorre ao Senado, e apareceu em terceiro no levantamento do DATAmax, com 4,9%.

“Isso tem que ser julgado, porque se tem um pedido é porque tem um fato determinado. A Câmara é um órgão colegiado”, disse Paulo Corrêa (PR) durante a sessão desta terça-feira (15) na Assembleia Legislativa.

Para Carlos Marun (PMDB), a cassação de Bernal pela Câmara já o deixa inelegível. “Esses pedidos de impugnação têm fundamento”, completa, lembrando que há outras duas ações de impugnação, feitas pelo PHS e pelo radialista Joel Silva, candidato a deputado estadual pelo PTN.

“A Justiça vai avaliar. Não resta dúvidas de que haverá migração de votos”, comentou Márcio Monteiro (PSDB). “Se eu fosse julgar, não impugnaria, para ver se ele tem mesmo os votos”, emendou Zé Teixeira (DEM).

Quem teve parecer por impugnação – são 89 ações até o momento – tem até a semana que vem para recorrer. Depois, a Justiça Eleitoral vai decidir se mantém ou impugna a candidatura.