Estão sendo julgados nesta terça-feira (11) Jobes de Lima Jaques e Ivaldino de Melo Silva pelo assassinato de Frank Lima Alvisso no dia 3 de março de 2021, no , em . O Ministério Público também ofereceu denúncia contra outros dois suspeitos, mas o juiz impronunciou por falta de provas. Os réus foram presos pela equipe da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios), em março de 2021.

Conforme a denúncia, Jobes é dono de um bar onde a vítima estava consumindo bebida alcoólica no dia do crime. Ele teria agredido a vítima com um taco de madeira, inclusive dirigido o veículo que levou a vítima ao local onde foi morta a tiros.

Durante julgamento no Tribunal do Júri, uma testemunha disse ser amiga de Jobes “quase um pai”. Ela disse que inclusive morava com ele, pois não tinha para onde ir.

Ela disse que no dia do crime, Jobes foi levar a filha para a escola e ela ficou sozinha quando resolveu abrir o bar já que havia chegado um conhecido de Jobes e o Frank, e como eles precisavam de para comer, decidiu abrir o estabelecimento.

Frank disse que tinha dinheiro para pagar e que iria beber e jogar sinuca. “Quando o Jobes chegou eu falei o que eles tinham consumido e fui para dentro me arrumar, pois iria para a casa da minha avó”, explicou. Quando tomava banho chegou a escutar Jobes brigando com a dupla, dizendo que eles não tinham dinheiro para pagar.

Ainda segundo relato dela, perguntaram onde ele morava para cobrar depois, mas ele passou vários endereços diferentes e falsos, inclusive ligou para uma mulher dizendo que ela seria a esposa dele, mas a mulher disse que nem o conhecia, então começaram a bater nele. “Vi o Jobes batendo no Frank com um taco de sinuca nas costas, que depois quebrou, mas não vi eles saindo de carro, nem voltando”, relatou.

Disse ainda que depois se acalmaram e ficaram conversando. “Achei que ia ficar tudo bem e fui para a minha avó. Quando voltei não estavam mais lá e a filha do Jobes disse que eles tinham saído. Depois eles voltaram e ela conversou com o Jobes, depois entrou no quarto dizendo que eles tinham matado o cara. Eu fiquei em choque”, contou ao juiz e Conselho de Sentença.

Outra filha do dono do bar contou em interrogatório que morava na chácara com a avó duas semanas antes do crime. Ela disse que ficou sabendo do caso por telefone através do irmão.

Disse que Jobes havia contado para a irmã que “mataram Frank”, mas não havia sido ele.

Quando morava com o pai, a jovem atendia o bar durante a madrugada. “Os mais conhecidos a gente anotava os pedidos para pagar depois. No máximo rendia R$ 120 por dia. A gente estava numa situação bem difícil”, lembrou.

A jovem contou que o pai se separou da madrasta há 9 anos e ficou apenas com dois filhos para criar. “Ela levou tudo, fogão, geladeira, ele dividia a cama com a filha, porque não tinha nada. Antes ele trabalhava como pedreiro e então construiu a conveniência. Antes de separarem, invadiram lá e roubaram tudo. A gente vendia de dia para comer à noite”, lamentou.

“Meu pai sempre foi um pouco nervoso, devido essa situação, mas com a gente ele é tranquilo, nunca bateu”, concluiu, dizendo ainda que não sabia sobre a existência de na casa.

Local onde corpo de Frank foi encontrado (Henrique Arakaki, Midiamax)

Assassinato

Na noite anterior ao crime consta que uma pessoa havia ligado para a mulher de Frank, já que ele estava devendo no bar e precisava que a conta fosse paga. A filha da esposa da vítima acabou retornando à ligação e recebeu uma mensagem como resposta dizendo que uma pessoa já havia quitado a conta e que Frank havia saído na companhia dela.

Logo após isso, o corpo de Frank foi encontrado em uma estrada de terra na região do bairro Los Angeles, em Campo Grande, na manhã do dia 3 de março. A polícia foi acionada por volta das 6 horas da manhã para a rua Engenheiro Frontin, quando o corpo foi localizado em uma estrada de terra, que fica a 300 metros da rodovia, em uma área usada pelas pessoas para jogarem lixo. A vítima tinha uma perfuração de tiro na nuca, que saía na testa.

Segundo a denúncia do MP, a vítima havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e em certo momento apostou com um desconhecido 4 latas de cerveja, mas perdeu por duas vezes e não pagou. O valor seria de R$ 79.

O dono do bar o agrediu com taco e arquitetou a morte da vítima com outras pessoas, ele inclusive teria dirigido o carro que levou a vítima para ser assassinada.