O Poderoso Chefão, que em sua trilogia narra as tramas da família Corleone no tráfico de drogas nos Estados Unidos, saiu das telas e deu o apelido para Antônio Joaquim Mota, o megatraficante conhecido como ‘Dom’ em referência ao personagem de Al Pacino, que comanda a família Corleone na ficção.

Mota é um megatraficante que conseguiu fugir de helicóptero da sua fazenda no Paraguai, na última sexta-feira (30), após vazamento da operação que cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão contra nove brasileiros, um italiano, um romeno e um grego, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Na operação da Polícia Federal, o 3º sargento Ygor Nunes Nascimento, acabou preso e levado para o Presídio Militar Estadual. Um PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar) foi aberto para apurar a conduta do militar.

Mas quem é ‘Dom’? 

Antônio Mota é chefe da organização criminosa paramilitar do ‘clã Mota’, com membros estrangeiros e brasileiros com experiência em conflitos internacionais. Ele chegou a ser preso em 2019 durante a deflagração da Operação El Patron, segundo o Portal UOL. 

O grupo de ‘Dom’ se especializou no tráfico de cocaína que saía da e da e era transportada de avião até o Paraguai. Foi descoberto na época que o grupo havia ocultado mais de R$ 95 milhões. 

Depois do transporte da cocaína de avião, a droga era levada para São Paulo e e depois despachada para Santos e Itajaí. 

De acordo com a PF, alguns de seus membros possuem cursos nacionais e internacionais de segurança militar privada e atuação em guerras, além de seguranças militares privados de embarcações contra piratas da Somália, recrutados justamente pela sua experiência nesse tipo de serviço.

Operação Magnus Dominus

Agentes da Polícia Federal deflagraram, na sexta-feira (30), a Operação Magnus Dominus com objetivo de desarticular organização criminosa paramilitar a serviço do tráfico internacional de drogas e armas entre o Brasil e o Paraguai, com atuação nas cidades de , no Mato Grosso do Sul, e em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A ação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão contra nove brasileiros, um italiano, um romeno e um grego, em complexa operação policial, com deflagração simultânea nos estados do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

A operação mirou grupos e criminosos cujos membros são apontados pelas investigações como de elevada expertise operacional, com cursos nacionais e internacionais na área de segurança militar privada e atuação em guerras, além de seguranças militares privados de embarcações contra piratas da Somália, recrutados justamente pela sua experiência nesse tipo de serviço.

Durante as investigações, constatou-se que a organização detinha grande poder bélico, com equipamentos de última geração como coletes balísticos, drones, óculos de visão noturna, granadas, e armamento de grosso calibre, a exemplo de fuzis .556, 762 e .50, este capaz de perfurar blindagens e abater aeronaves.

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