A facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) teria marcado datas para ‘salves’ em penitenciárias do país em ataques a policiais penais. No dia 27 de outubro, a Coordenação Geral de Inteligência do sistema penitenciário federal emitiu um comunicado para que os servidores permanecessem em alerta máximo.

Os líderes da facção ordenaram aos membros que levantassem dados sobre os agentes de segurança para os ataques, nas penitenciárias. Duas datas teriam sido agendadas: dia 28 de novembro e 3 de dezembro. Um dos alvos do PCC em documento obtido pelo Jornal Midiamax, no alerta feito no dia 27 de outubro, seria a Penitenciária Federal de Campo Grande e a do .

A descoberta das datas marcadas pela facção ocorreu depois de informações circularem entre detentos encarcerados no Presídio do Distrito Federal I, no Complexo Penitenciário da Papuda, segundo o jornal Metrópoles. Ainda foi descoberto que os presos estavam se comunicando com os chamados ‘catatais’ – bilhetes escritos em pedaços de papel – para fazer o levantamento de dados sobre policiais penais, em .

Foto: Reprodução

Alerta máximo

O plano da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em executar policiais penais federais ainda está ativo, segundo documento descoberto. Em agosto de 2022, operação prendeu 7 membros da facção que planejavam atentados contra policiais e juízes no Estado.

As penitenciárias federais alvos da facção seriam no Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, segundo documento obtido pelo Jornal Midiamax. 

A Coordenação Geral de Inteligência do sistema penitenciário federal emitiu o alerta para que os servidores permanecessem em alerta máximo.

No documento, os alvos da facção já teriam sido identificados e alertados sobre os riscos. Ainda se pede para que os agentes evitem transitar por lugares ermos, andar uniformizados ou com qualquer acessório que os identifique. 

O alerta ainda pede para os agentes que ao entrarem em estabelecimentos traçarem estratégia de fuga, caso algo aconteça. O documento foi emitido no dia 27 de outubro deste ano.

Policiais penais que trabalham no Presídio Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima, também estariam sendo alvos de ameaças da facção criminosa PCC, segundo informações obtidas pelo Midiamax.

Plano do PCC para matar policiais e juízes

Após a interceptação de um bilhete em tom terrorista, em maio de 2022, com ameaças a juízes e à polícia, o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) deflagrou no dia 30 de agosto de 2022, uma operação em conjunto com a Polícia Penal, que acabou na prisão de sete membros do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Foram feitas operações pente-fino nas penitenciárias do Estado. As investigações apontaram que uma célula da facção criminosa, que estava estabelecida na região cone-sul do Estado, estaria se organizando para colocar em prática atentados contra servidores públicos. Os alvos seriam um investigador de polícia, um policial penal e um juiz. Os nomes dos presos da facção não foram divulgados.

Os servidores seriam alvo do PCC devido ao exercício de suas funções. Durante as investigações, foi descoberto que alguns integrantes, mesmo presos, de dentro dos presídios continuavam a dar ordens, que eram executadas por quem estava em liberdade.

Em 31 de agosto de 2016, um policial penal foi alvo de um atentado a na cidade de Naviraí. Ele seguia em uma moto Honda Biz, quando os autores, em duas motos, se aproximaram e começaram a atirar. O ataque ocorreu próximo à capela mortuária da cidade, a 100 metros da da Polícia Civil local.

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