Quatro se tornam réus pela morte de dono de boate encontrado carbonizado no Céuzinho

Os acusados estão presos preventivamente
| 26/01/2022
- 17:21
Ronaldo foi morto e carbonizado
Ronaldo foi morto e carbonizado - (Arquivo, Midiamax)

Almiro Cássio Nunes Orgeda Queiroz Neto, Igor Figueiró Rando, Marcelo Augusto da Costa Lima e Kelvin Dinderson dos se tornaram réus pela morte do empresário Ronaldo Nepomuceno Neves, de 48 anos. A vítima foi morta no dia 11 de setembro de 2020 e encontrada no dia seguinte, carbonizada, na região da cachoeira do Céuzinho.

A sentença de pronúncia é do juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O magistrado impronunciou os réus pelo de associação criminosa, mas eles respondem pelo homicídio qualificado por emprego de asfixia e tortura. Almiro e Igor ainda respondem por tráfico de drogas, por transportarem.

Os quatro acusados permanecem presos preventivamente e agora devem passar por júri popular.

Relembre o caso

Segundo consta na denúncia, no fim da tarde do dia 11 de setembro, Kelvin foi até a boate de Ronaldo para esclarecer um furto ocorrido no dia anterior. Com isso, ele foi torturado, agredido com choques elétricos, pauladas e golpes de faca. Já por volta das 20 horas, Ronaldo foi ao local conhecido como ‘chacrinha’, onde se encontrou Almiro, Igor e Marcelo.

Em determinado momento disse que mataria Kelvin e que ele estava amarrado na boate. Então, Marcelo foi até o estabelecimento comercial, resgatou Kelvin e os dois foram até a chacrinha. Quando chegaram, Kelvin deu um golpe contra Ronaldo, que foi imobilizado e amordaçado pelo grupo.

Depois, os suspeitos decidiram matar Ronaldo para evitar uma retaliação. Marcelo voltou até a boate, buscou a camionete de Ronaldo e com Almiro e Kelvin foi até o Céuzinho. Enquanto isso, Igor foi no próprio carro, para dar fuga. Já no local do crime, Ronaldo foi esganado por Kelvin, que depois o agrediu com golpes na cabeça e pescoço.

Após a morte, Igor teria levado ao local, usada para incendiar o corpo e o veículo da vítima. O grupo ainda fugiu, mas acabou preso nos dias 14 e 15 de setembro.

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