Juiz nega pedido de policial civil réu na Omertà para retirar tornozeleira eletrônica

Ele continuará sendo monitorado
| 25/02/2022
- 21:57
Policial foi alvo da primeira fase da operação
Policial foi alvo da primeira fase da operação - (Arquivo, Midiamax)

Foi negado pedido para retirada da tornozeleira eletrônica do policial civil Elvis Elir Camargo Lima, réu preso na primeira fase da Operação Omertà, em setembro de 2019. A medida cautelar foi mantida, além do recolhimento domiciliar noturno.

Conforme a decisão do Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, a defesa do investigador requereu a retirada da tornozeleira, em caráter definitivo, diante das condições de saúde do réu. Também há recomendação médica para realização de atividade aquática.

Já o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) opinou por manter a medida cautelar. O magistrado registrou que a monitoração eletrônica cumpre função especial, que foi estabelecida para permitir melhor controle acerca das demais medidas cautelares aplicadas.

Assim, o juiz recomendou que o réu busque alternativa terapêutica que não a atividade aquática, considerando o uso do equipamento eletrônico. “Entendo ser necessária a manutenção da medida cautelar de monitoração ao menos até que haja o encerramento da ação penal”, pontuou.

Com isso, foram mantidas as medidas cautelares. Elvis foi posto em liberdade no ano passado, para tratamento médico, já que contraiu coronavíus e estava em estado grave. Ele ficou internado em unidade hospitalar.

Prisão na Omertà

Conforme a denúncia, Elvis usava da função de policial civil, mediante pagamento de propina, para integrar um núcleo de apoio da organização criminosa investigada. Junto com outros policiais, ele era responsável pela logística, segurança e suporte, bem como se aproveitava da proximidade com a fronteira do Paraguai para trazer armas e munições da região para a organização criminosa.

Ele e Frederico Maldonado eram lotados em Ponta Porã na época em que teriam cometido os crimes. O chega a acusar os policiais de “venderem a função em benefício da organização criminosa, mediante ação ilícita”. No celular de Frederico, foram encontradas fotos de armas de fogo e conversas referentes à compra do material.

Dias antes da primeira fase da Omertà, em 24 de setembro de 2019 o policial teria recebido ordem para trazer da fronteira armas de fogo para um dos integrantes da organização em Campo Grande. No dia 25 ele revela a outro membro da organização que “trouxe a encomenda do patrão”.

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