Durante julgamento, amigas de Graziela relatam braços e costas roxas

Rômulo Rodrigues chegou a seguir Graziela ao desconfiar de traição
| 11/02/2022
- 14:10
Durante julgamento, amigas de Graziela relatam braços e costas roxas
(Henrique Arakaki, Midiamax)

Durante o julgamento na manhã desta sexta-feira (11), de Rômulo Rodrigues Dias, acusado do assassinato de Graziela Pinheiro Rubiano, as amigas que testemunharam disseram que viam a jovem com braços roxos, costas roxas, mas que ela sempre desconversava. O corpo de Grazi nunca foi encontrado.

Segundo as amigas, Graziela nunca faltava ao curso, pois o sonho dela era prestar concurso para entrar na Santa Casa, já que almejava estabilidade financeira. Elas relataram ainda, durante o testemunho, que a única vez que Grazi faltou foi quando ela acabou ficando doente ao pegar dengue. Ainda foi dito que em algumas ocasiões, elas perceberam roxos nos braços e nas costas de Graziela que sempre desconversava e nada dizia sobre os hematomas. Foi perguntado pela defesa durante o julgamento se o curso feito pelo casal tinha aulas de órtese, amputação, o que foi negado. 

Quando Rômulo acabou preso pela morte da esposa, foi descoberto os endereços no GPS do carro. Confrontado sobre os endereços encontrados, Rômulo teria dito que estava carpindo um lote nas imediações. No dia anterior, Rômulo teria seguido Graziela para flagrar uma traição sendo que ficou rondando o local até que Grazi saísse do . Segundo o investigador que falou no julgamento, foi constatado muito sangue na residência onde o casal vivia. Ainda segundo o investigador, havia muitas avarias no teto e a casa parecia abandonada. 

A filha de Graziela também depôs no julgamento e falou que não tinha muito contato com a mãe, afirmando que a última vez que tinha visto Grazi foi há 5 anos. 

Depoimento de Rômulo

Durante depoimento prestado no dia 11 de abril de 2020 na DEH, Rômulo apresentou uma versão contraditória do sumiço de Graziela, e que não convenceu os policiais nem no primeiro momento. Segundo consta nos autos, ele afirmou que Grazi teria ido embora na segunda-feira (dia 6 de abril) “depois de uma mulher homossexual ter ido a casa em que moravam e mostrado um vídeo íntimo de Graziela, dizendo que a vítima tinha remetido à suposta namorada o vídeo”. Conforme ele, Grazi estava tendo um caso.

Um relacionamento de Graziela veio à tona durante as investigações, e o depoimento do rapaz serviu para que as datas citadas por Rômulo de onde a ex-companheira e ele estavam nos dias que antecederam sua prisão, fossem confrontadas, revelando sua mentira. O homem, que trabalhava com Graziela no mesmo estabelecimento, revelou que esteve com ela em um motel no sábado (4 de abril), corroborando as diligências feitas pela polícia.

O proprietário da empresa onde Graziela, Rômulo e o rapaz trabalhavam afirmou que na manhã daquele mesmo dia o autor e a vítima foram trabalhar normalmente. Contudo, na segunda-feira seguinte, Rômulo procurou o patrão para conversar, e disse que Grazi “havia passado a ele o uniforme da empresa e chaves com que abria o escritório”, alegando uma discussão entre eles em razão do vídeo íntimo de Grazi e que “ela gostava de mulher”. Segundo ele, Graziela tinha “ido embora para o estado do Paraná apenas com algumas roupas e mandou dizer que faria contato por telefone para oficializar o desligamento da empresa”.

Fundamentais também durante as investigações, as amigas de Graziela discordaram de Rômulo, afirmando que ela costumava falar que estava contente com o serviço, era dedicada aos estudos e estranharam ela ter saído do emprego sem dar satisfações ao patrão. Além disso, contaram que Grazi já havia dito estar infeliz no relacionamento com Rômulo, “pois ficava responsável pelo pagamento de todas as contas da casa e ainda disse ter sido agredida fisicamente por ele, afirmando que só não terminava porque ele dizia que iria se matar”.

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