Foi negado mais um pedido de revogação da prisão preventiva do policial federal Everaldo Monteiro de Assis, desta vez pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. O agente está preso desde setembro de 2019, na primeira fase da Operação Omertà.

No acórdão, os juízes denegaram unânime o pedido de habeas corpus para revogação da prisão preventiva de Everaldo. Com isso, o policial federal que está detido há pouco mais de 10 meses deve continuar detido em cela da 3ª Delegacia de Polícia Civil.

O pedido feito pela defesa alega constrangimento ilegal, o que foi apontado como inexistente pelos magistrados. Além disso, os juízes apontam que a decisão da prisão preventiva foi fundamentada na garantia da ordem pública. Além disso, também foi embasada na “existência de uma organização criminosa complexa e bem articulada, voltada principalmente para a prática de homicídio, caracterizando verdadeiro grupo de extermínio”.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (10), mas a ação está sob sigilo. Everaldo é réu nos inquéritos da Operação Omertà e foi preso em 27 de setembro de 2019, sendo que foi denunciado nos crimes de organização criminosa, tráfico de armas e violação do sigilo funcional.