Criação com mais de 140 galinhas e lixo em quintal viram caso de polícia na Capital

Mulheres podem responder por poluição ambiental

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Mulheres podem responder por poluição ambiental

A Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista) apreendeu na manhã desta segunda-feira (15) aproximadamente 140 galinhas e retiraram duas caçambas cheias de entulho da residência de duas mulheres na Vila Jacy. Ramona Marlim Reinoso, de 54 anos, e Maria Marlim Reinoso, de 58 anos, podem responder por crime de poluição ambiental. 

De acordo com o delegado titular da Decat, Wilson Vilas Boas, a apreensão é resultado de um inquérito aberto em setembro do ano passado para investigar a suspeita de crime ambiental. Na época também foi feito o pedido de busca e apreensão no local que foi cumprido hoje.

A ação da polícia, que teve início por volta das 9 horas e só terminou no começo da tarde, contou com o apoio de uma equipe da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) e do CCZ (Centro de Controle de Zoonose). Além das galinhas foram apreendidos outros animais como cachorro, gato, periquitos, coelho e foram realizadas podas de árvores.

O delegado explica que a residência não possui muros e por isso os animais ficavam soltos e acabavam saindo do limite do terreno e indo para a rua e para residências vizinhas e isso é proibido por lei. “Criar galinha em local aberto é proibido. Ela estava contra a lei”, ressalta.

Ainda segundo o delegado Ramona e Maria moram no local há mais de 20 anos e várias denúncias, inclusive de maus-tratos a animais, já foram feitas ao longo desse tempo. Durante a limpeza do terreno também foram encontrados focos do mosquito Aedes aegypti que foram levadas para análise.

Pelo acúmulo de lixo e a criação irregular dos animais as irmãs podem ser condenadas por poluição ambiental, mas uma fato também chamou a atenção dos policiais nesta manhã: a situação insalubre na qual as mulheres vivem. Por esse motivo o caso também será encaminhado para o MPE (Ministério Público Estadual).

 

Outro lado

Ramona conta que ela e a irmã moram na casa que era da mãe Dinorah Rodrigues Marlin. Os animais, segundo ela, são um tipo de herança deixada pela mãe, que morreu há dois anos.

Sobre o que aconteceu esta manhã, Ramona explica que foi pega de surpresa, já que segundo ela não houve aviso prévio. “Eles não me disseram nada antes, simplesmente entraram no meu quintal e levaram meus animais. Se eles tivessem me avisado eu tinha dado um jeito”, diz. Para justificar os focos de mosquito no local, Ramona alega que a água acumulada é oriunda do esgoto de uma residência vizinha.

Ela conta que no momento em que os policiais chegaram a irmã mais velha se desesperou ao ver os animais deixados pela mãe sendo levados e precisou de atendimento médico. O Corpo de Bombeiros foi acionado e Maria foi encaminhada para o CRS (Centro Regional de Saúde) do Coophavila 2.

Ela conta ainda que as galinhas que foram levadas eram usadas para o consumo e diz que vai procurar reaver os animais. “Foi um absurdo. As galinhas são para nosso sustento, nosso meio de sobrevivência. Eles nem disseram para onde levaram os animais”, destaca. 

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