Prestes a completar dez anos, a primeira fotografia que registrou o canibalismo sexual de sucuris voltou a viralizar em Mato Grosso do Sul nos últimos dias, depois que uma página no Instagram compartilhou a imagem. Fotos tiradas pelo fotógrafo Luciano Candisani, no fundo do brejo do Rio Formoso, em Bonito, são impressionantes e foram parar até na National Geographic.

Trata-se da primeira foto no mundo que conseguiu captar um raro comportamento das sucuris: quando a fêmea mata e devora o macho após o acasalamento. O registro fantástico mostra uma sucuri-verde estrangulando o seu parceiro após a cópula — chamada popularmente de “sexo selvagem”.

“Elas andam no fundo com desenvoltura — não me lembro de ter visto cena mais inusitada em um mergulho. A espécie pode chegar a 10 metros de comprimento. Esta, medida pelo biólogo Daniel De Granville com um cordão, tinha 7. E mais 20 centímetros se considerarmos a língua”, declarou Luciano ao Nat Geo.

“Grossa como um pneu de caminhão”, a fêmea foi encontrada apertando um “pequeno” macho de 3 metros até a morte. Acredita-se que o “abraço mortal” tenha acontecido após um acasalamento entre o par. As fotos foram tiradas a cerca de um metro de distância, segundo a Nat Geo.

Feito em 2012 e publicado com a National Geographic em 2017, cinco anos depois, quando as sucuris estavam já sob crescente ameaça de incêndios no Pantanal de Mato Grosso do Sul, o registro volta a encantar pelo inusitado quase uma década após a captura e repercute nas redes.

“Você vê quem é quem só depois do divórcio”, “Tem que ir presa”, “Você é muita areia para o meu caminhãozinho”, “Já pensou se a moda pega com os seres humanos?”, foram alguns dos recentes comentários de sul-mato-grossenses espantados com a situação.

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