Sócios de Siufi em clínica de quimioterapia depõem sobre mortes na Santa Casa

Os médicos José Maria Ascenço e Henrique Guesser Asenço estão, na manhã desta sexta-feira (1º) prestando depoimento na 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande. Eles são sócios do Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul, responsável pelo setor de quimioterapia da Santa Casa da Capital, onde três mulheres morreram na primeira […]
| 01/08/2014
- 18:37
Sócios de Siufi em clínica de quimioterapia depõem sobre mortes na Santa Casa

Os médicos José Maria Ascenço e Henrique Guesser Asenço estão, na manhã desta sexta-feira (1º) prestando depoimento na 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande. Eles são sócios do Centro de Oncologia e Hematologia de Mato Grosso do Sul, responsável pelo setor de quimioterapia da Santa Casa da Capital, onde três mulheres morreram na primeira quinzena de julho.

Até o fechamento deste texto, nenhuma informação oficial, por parte da Polícia Civil, havia sido dada sobre o caso. A investigação começou após denúncia de familiares de uma das mulheres.

As três estavam em tratamento e apresentaram, segundo informações da Santa Casa, reações exacerbadas aos medicamentos. No hospital, há apuração, inclusive com participação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), sobre as circunstâncias da morte, com o primeiro relatório previsto para sair no começo da segunda quinzena de agosto.

O contrato da Santa Casa com o Centro de Oncologia e Hematologia foi suspenso. A empresa atendia o hospital desde 2001 e, após as mortes, o diretor Wilson Treslenco reclamou, em algumas ocasiões, por ter sido avisado pela imprensa e “terceiros” sobre as mortes das pacientes.

A empresa tem entre os sócios o médico Adalberto Siufi. Ele é investigado por suspeita de contratos fraudulentos, envolvendo prestação de serviços na área de oncologia, via SUS (Sistema Único de Saúde), em operação chamada Sangue Frio sobre o que ficou conhecida como ‘máfia do câncer’.

Na manhã desta sexta, os médicos chegaram à 1ª DP acompanhados de advogados. Consta que outras pessoas devem ser ouvidas sobre o caso ainda hoje.

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