Sem escrituras, moradores de terrenos no São Francisco têm casas invadidas por ‘advogado’

Sem escrituras, moradores de terrenos no São Francisco tiveram as casas invadidas por suposto advogado durante o mês de agosto. Segundo os moradores, o homem pede que eles deixem as casas ou paguem cada R$ 15 mil pela escritura dos terrenos. Os 45 terrenos localizados nas quadras da Rua Ovídeo Serra, com as ruas Caxambú, Itajuba […]
| 20/08/2014
- 00:56
Sem escrituras, moradores de terrenos no São Francisco têm casas invadidas por ‘advogado’

Sem escrituras, moradores de terrenos no São Francisco tiveram as casas invadidas por suposto advogado durante o mês de agosto. Segundo os moradores, o homem pede que eles deixem as casas ou paguem cada R$ 15 mil pela escritura dos terrenos.

Os 45 terrenos localizados nas quadras da Rua Ovídeo Serra, com as ruas Caxambú, Itajuba e Muriaé, eram lotes de fazenda,vendidos aos moradores sem as escrituras. “Já faz quarenta anos que vivemos aqui. Sempre foi uma batalha para conseguir as escrituras. Quando estávamos conseguindo, o dono da fazenda morreu”, conta moradora.

A partir daí, surgiu o suposto advogado, se identificando como Luis Eduardo Lanzoni, que dizia ter até escritório na Afonso Pena. Conforme relatado à reportagem, o “advogado”, com a ajuda de capangas, começou a invadir as casas, dizendo que os residentes deveriam ser despejados, pois tinha as escrituras do terreno, através do inventário dos herdeiros.

“Quando ele viu que resistiríamos, mudou. Chamou todos para reunião e disse que venderia as escrituras por R$ 15 mil cada. E que quem não aceitasse que entrasse na Justiça”, narra morador, ressaltando que o advogado “alertou” que não conseguiriam vencê-lo.

Alguns chegaram a pagar o valor para o homem. “Ele está se aproveitando da ignorância das pessoas para ganhar dinheiro, é uma quadrilha”, aponta moradora. De acordo com quem vive na região, todos estão assustados com as invasões recorrentes e não sabem o que fazer.

Residentes que tiveram a casa invadida pelos capangas do advogado deram queixa e registraram boletim de ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia Civil, na Mascarenha de Moraes. O delegado afirma que passou o caso para o Juizado.

A reportagem não encontrou nos registros da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul) o nome de Manzoni e nem escritório de advocacia em seu nome na Afonso Pena.

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