O jornalista, escritor e compositor Kalixto Guimarães, considerado um dos profissionais mais polêmicos da região do Vale do Araguaia, foi morto na tarde desta segunda-feira, 14, em uma fazenda do município de São Félix do Araguaia. Ele recebeu um tiro de arma de fogo – até o momento classificado como acidental, mas que está sendo investigado pela Polícia Civil. O disparo foi feito por um amigo que participava de uma caçada.

O incidente ocorreu em uma fazenda do distrito de Espigão do Leste quando Kalixto e Joaquim Jorge mais conhecido como ‘Loiro Magaiver’ faziam uma caçada à animais silvestres. Segundo relatos, eles seguiam para a mata onde fariam uma “seva” para matar porcos selvagens. Segundo o irmão do jornalista, Kalixto e o amigo, um cozinheiro, entraram na mata para colocar sal para os porcos e que minutos depois teria ouvido um disparo. Em seguida o cozinheiro saiu desesperado falando que havia atingido o escritor.

Eles então voltaram ao local, mas já encontraram Kalixto Guimarães morto. O corpo ficou pendurado em uma árvore. O tiro teria acertado a face do jornalista. O amigo dos irmãos após o crime acabou fugindo do local temendo ser preso pelo incidente. Falou-se que o tiro teria sido dado para espantar uma suposta presença de onça.

Ainda não há informações onde será o velório e sepultamento do jornalista, que se notabilizou, principalmente, nos últimos tempos, com duros ataques ao processo de desocupação de lavradores da Terra Indígena Marãiwatsédé.Além de jornalista Kalixto Guimarães era compositor, cantor, músico e escritor, uma das suas últimas obras foi o livro “Desordem e Retrocesso” Na Guerra do Indigenato, lançado no ano passado.