Após mais um dia marcado por protestos estudantis no Chile – a onda de de manifestações levam milhares de pessoas às ruas do país há mais de dois meses – os paraguaios também resolveram cobrar melhorias no ensino público. Uma marcha em Assunção nesta terça-feira reuniu milhares de professores reivindicando melhores salários e mais recursos do governo para investimento em infraestrutura das escolas e capacitação dos profissionais. As informações são da agência Ansa.

A manifestação foi convocada para as vésperas da aprovação do orçamento de 2012 pelo governo. Atualmente, os docentes paraguaios não recebem o salário mínimo vigente para os trabalhadores do setor privado, que é de pouco mais de US$ 340 por turno. A maior parte dos professores trabalha em dois turnos para complementar a renda.

Segundo a imprensa local, o ato dos educadores bloqueou ruas do centro da capital paraguaia e causou complicações no trânsito. Não foram registrados confrontos com a polícia.

Marcha no Chile reúne pelo menos 60 mil

No Chile, cerca de 60 mil pessoas saíram às ruas da capital Santiago hoje para uma marcha em defesa de uma educação pública e de qualidade na qual foram registrados focos de enfrentamento entre grupos de manifestantes encapuzados e policiais. O ato, autorizado pelo governo até as 15 horas (16h no horário de Brasília), teve início às 10h19 locais na Universidade do Chile com destino o Parque Almagro.

Ao longo do trajeto, os moradores da capital do Chile foram lançando papeis picados, balões e saíram às portas de suas casas para bater panelas em manifestações de apoio à causa dos estudantes. Outros setores sociais se juntaram ao ato, como a Confederação dos Trabalhadores do Cobre (CTC), a Agrupação Nacional de Empregados Fiscais (Anef), a Central Unitária de Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional de Funcionários da Saúde Municipalizada (Confusam) e o Sindicato Interempresas da Construção (Sintec).

Não houve registro de incidentes até cerca de 12h locais, quando um grupo isolado de manifestantes encapuzados depredou prédios públicos e privados em um calçadão no centro da capital. A polícia militar interveio e lançou jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo contra o grupo, que também foi repreendido pelos participantes da marcha central.

Segundo o prefeito de Santiago, Pablo Zalaquett, o grupo de jovens que teria causado os incidentes seriam cerca de apenas 200, frente às cerca de 60 mil pessoas que participavam do ato estudantil, segundo cálculos das autoridades.