Foi publicada nesta sexta-feira (5) a exoneração do ministro da Defesa, Nelson Jobim. A oficialização da saída no “Diário Oficial da União” ocorre no dia seguinte à entrega da carta de demissão.

O pedido de exoneração foi recebido por Dilma Rousseff na noite de quinta (4). Em seu lugar foi nomeado o diplomata Celso Amorim. Filiado ao PT, Amorim foi ministro das Relações Exteriores durante os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República.

Segundo o Planalto, ainda não há previsão sobre quando Amorim tomará posse. A reunião entre Dilma e Jobim na noite de quinta durou menos de cinco minutos, segundo a assessoria. Jobim chegou com a carta pronta para entregar à presidente. Fez a entrega e foi embora.

Filiado ao PMDB, o ex-ministro estava no cargo desde julho de 2007, quando assumiu durante o chamado “apagão aéreo”, em substituição a Waldir Pires, no governo Lula. Ele também foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Jobim deixou o cargo após a publicação pela revista “Piauí” de reportagem com críticas, atribuídas a ele, às ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Na edição deste mês da revista, que circulou nesta quinta-feira, Jobim afirma que a ministra Ideli Salvatti era “muito fraquinha” e que Gleisi Hoffmann “sequer conhece Brasília”. Ele negou que tivesse dado as declarações, mas a direção da revista reafirmou.

Perguntado no Amazonas se havia qualificado a ministra Ideli Salvatti como “muito fraquinha”, Nelson Jobim respondeu: “Absolutamente, não”.