Alimentação eleva inflação de fevereiro em 0,42% na Capital

Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação em fevereiro foram: arroz, acém, aluguel de casa, açúcar, aluguel de apartamento, analgésico e antitérmico, tomate, leite pasteurizado, feijão e repolho
| 05/03/2010
- 15:35
Alimentação eleva inflação de fevereiro em 0,42% na Capital

Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação em fevereiro foram: arroz, acém, aluguel de casa, açúcar, aluguel de apartamento, analgésico e antitérmico, tomate, leite pasteurizado, feijão e repolho

O índice de inflação de Campo Grande ficou em 0,42% em fevereiro, segundo dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), divulgado hoje pela Uniderp-Anhanguera.

De acordo com os dados, somente o grupo de Despesas pessoais apresentou deflação (-0,23%), enquanto que os outros seis grupos que compõem o IPC apresentaram elevação em relação a janeiro: Alimentação registrou 1,02%; Vestuário, 1,08%; Saúde, 0,61%; Habitação, 0,20%; Transportes, 0,12%; e Educação, 0,07%.

De acordo com dados do IPC, o setor de alimentação foi o responsável pelo aumento de custo de vida em Campo Grande no mês de fevereiro. Alguns produtos que compõem o grupo apresentam variações significativas que expressadas pela sazonalidade, condições climáticas e condições de mercado. De um modo geral, contribuíram positivamente na composição desse índice os fortes aumentos de preços dos seguintes produtos: chuchu, com 36,01%; repolho, com 18,70%; melancia, com 15,18% e berinjela 13,71%. “No item carnes constatou-se que os preços da carne bovina continuam a reagir, com aumentos na maioria dos cortes, tais como: acém (4,19%), músculo (2,84%) e fígado (1,37%). Os miúdos de frango também apresentaram alta de 2,84%, enquanto o frango congelado apresentou estabilidade de preço, com pequena queda, da ordem de -0,04%”, disse o pesquisador do Nepes, José Francisco dos Reis Neto.

Os pesquisadores afirmam que chama a atenção a reação do grupo Alimentação, que apresentou forte inflação neste mês de fevereiro de 2010, da ordem de 1,02%, sendo o índice que mais pesou na composição da inflação mensal. NO mês de janeiro de 2010, o índice desse grupo também foi alto e ficou em 1,20%. .

“O grupo Alimentação vinha segurando a inflação durante todo o ano de 2009 e reverteu o sentido a partir de 2010. Certamente, teremos o aumento da taxa SELIC para contornar esses aumentos de preços, lembrando que a taxa SELIC continua em 8,75% ao ano”, comenta Correia.

Já o grupo Despesas Pessoais apresentou pequena deflação (-0,23%), sendo que as quedas mais significativas ocorreram nos preços do protetor solar (-3,72%), do creme dental (-2,69%) e do sabonete (-2,26%). Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Na composição do Índice de Preços ao Consumidor alguns produtos se destacam influenciando para mais ou para menos o índice do mês.

Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação em fevereiro foram: arroz, acém, aluguel de casa, açúcar, aluguel de apartamento, analgésico e antitérmico, tomate, leite pasteurizado, feijão e repolho. Por outro lado, os dez produtos que seguraram a inflação em fevereiro foram: sapato masculino, sapato feminino, cebola, pescado fresco, cenoura, carne seca/charque, óleo de soja, lingerie, sabonete e ovos.

(Com informações da assessoria)

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