Habituado a responder sobre seu possível futuro como técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti se deparou com perguntas sobre o assunto novamente nesta sexta-feira (20), véspera da partida entre Real Madrid e Valência. Desta vez, voltou a classificar a possibilidade de assumir o Brasil no meio de 2024, quando acaba seu contrato com o clube espanhol, como um mero rumor, mas, diferentemente das outras ocasiões em que tratou do tema, sinalizou que o momento de colocar um ponto final nas especulações está próximo.

“Há muitos rumores, mas penso que tudo será esclarecido em breve”, afirmou.

A pauta surgiu na coletiva por causa de episódio recente ocorrido na Universidade de Parma, onde Ancelotti recebeu, na semana passada, o título de Doutor Honoris Causa em Ciências e Técnicas de Atividades Motoras Preventivas e Adaptadas. Na ocasião, o reitor da instituição, Andrei Paolo, discursou e citou a ida de Ancelotti para a seleção brasileira como algo concreto.

“Em 2024, Carlo Ancelotti tem uma aventura extraordinária que seria apenas um sonho para muitos treinadores: treinar o Brasil. É o primeiro estrangeiro dos últimos 60 anos que dirigirá a seleção e o quarto em toda a história. A admiração que sentimos por ele é generalizada e vai além de qualquer lugar ou time. Será o último prêmio que Carlo entregará”, disse Paolo.

Além disso, um release da universidade descrevia o técnico como “atualmente no comando do Real Madrid e em 2024 treinador da seleção brasileira”. Ao discursar, Ancelotti não tocou no assunto. Durante a coletiva desta sexta, o treinador italiano disse que, naquele momento, não viu motivo para falar de outra coisa a não ser a homenagem. “Fico com a emoção e o entusiasmo do evento, minha volta a Parma, onde tudo começou”, afirmou.

Investida por Ancelotti não incomodou o Real Madrid, diz jornal

Em reportagem publicada nesta sexta-feira, o jornal espanhol Marca deu detalhes sobre o clima interno do Real Madrid diante da investida da CBF. De acordo com texto, embora tenha um acordo verbal, Ancelotti ainda não teria tomado uma decisão. Por isso, tanto o presidente Florentino Pérez quanto o CEO José Angel Sanchez estão tranquilos diante do interesse brasileiro.

De qualquer forma, nomes de possíveis substitutos já estão sendo sondados, como o do ex-meio-campista Xabi Alonso, técnico do Bayer Leverkusen.

Ancelotti já falou em diversas oportunidades sobre o Brasil e nunca confirmou qualquer tipo de contato com a CBF, contradizendo o presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, que dá como certo o acerto com o técnico.

Em julho, após a coletiva de apresentação de Fernando Diniz como interino, Ednaldo foi cercado por jornalistas e, ainda que tenha sido evasivo, disse com todas as letras que “ele [Carlo Ancelotti] vai estar, pode ter certeza”. Diniz, que vem comandado a seleção em paralelo ao Fluminense, tem contrato até julho de 2024.

Sob o comando de Diniz, enquanto aguarda o italiano, a seleção empatou por 1 a 1 com a Venezuela, em Cuiabá, e perdeu por 2 a 0 para o Uruguai, em Montevidéu, em jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. O Brasil encerrou a Data Fifa de outubro na terceira colocação, com sete pontos, atrás de Uruguai, também com sete, e Argentina, líder isolada, com 12.