O cenário para o comércio continua desanimador. Segundo pesquisa de intenção de consumo das famílias, divulgada nesta quarta-feira (22) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio), o índice segue em queda desde janeiro.

Conforme os dados, enquanto que no início do ano o índice estava em 109,9, no mês de julho caiu para 80,6. De acordo com a metodologia aplicada na pesquisa, 100 seria a média. Quanto menor o número, maior é a percepção de insatisfação das famílias.

Na avaliação da economista do IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio), Daniela Dias, as famílias ficam mais avessas aos gastos em tempos de incertezas vividos pela pandemia do coronavírus. “Esse índice nos mostra a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos da condição de vida de sua família, entre eles a capacidade de consumo a curto e médio prazo, segurança no emprego e qualidade no consumo”.

No mês anterior, em junho, a pesquisa apontou que o índice era de 87,6. Em maio, era 99,3 e, em abril estava em 102,6, ou seja, um cenário favorável para compras no comércio.

Os dados que foram cruciais para a queda foram a intenção de compra de bens duráveis como automóvel e eletrodomésticos e queda na intenção de compra a prazo.

A perspectiva de consumo para 88,8% dos entrevistados é igual ou menor em relação ao ano passado. A situação é mais desfavorável para as classes menos abastadas.

Outro quesito que preocupa é o nível de consumo atual. Nesta questão, 56,3% das famílias alegaram estar comprando menos do que o ano passado. Outras 29,3% estão no mesmo patamar de consumo e apenas 14,3% avaliam que estão gastando mais.