Em Costa Rica, cidade localizada 330 km de Campo Grande, produtores rurais se uniram para buscar solução contra o ataque da mosca-da-cana, Stomoxys calcitrans, também conhecida como mosca-dos-estábulos. A princípio o acúmulo de vinhaça da Usina Atvos, o resíduo da cana no processo de obtenção do etanol, seria o responsável pelo reaparecimento das moscas.

O pecuarista Joaquim Alcides Carrijo em sua propriedade, que fica a 8 quilômetros da Usina Atvos, possui 85 animais e já sente reflexo na produção de leite com o ataque da mosca-da-cana.

“Já faz uns 30 dias que esse ataque começou, e a minha produção de leite já teve uma redução entre 30% a 40%”, explicou.

O pecuarista José Carlos Cunha tem uma propriedade que fica a 5 quilômetros da Usina. Para ele, é de total responsabilidade da Usina Atvos a solução para essa situação.

“Estou já estou tendo prejuízo, na minha propriedade. Tem animais que estão sangrando e não adianta nem o remédio, porque não cura devido ao excesso de moscas”, destacou.

Reunião

Segundo o secretário de Agricultura do município, Fernando Barbosa Martins, pelo menos 30 propriedades estão sofrendo com o ataque das moscas-da-cana.

Como forma de tentar solucionar o problema, uma vez por semana ele verifica como está área que fica a vinhaça. Caso seja notado algum problema mais grave, ele notifica a usina para que providências sejam tomadas.

“Tentamos sempre resolver as coisas de forma direta e amigável. Sempre que precisa tomar uma providência eles nos atendem. Porém, de uns dias para cá, tem aumentando a quantidade de moscas, precisamos entender qual o motivo dessa situação. Por isso solicitamos essa reunião com eles”, frisou.

Nessa segunda-feira (30), representantes dos pecuaristas juntamente com o secretário de Agricultura do município, Fernando Barbosa Martins, realizaram uma reunião com representantes da usina.

De uns dias para cá tem aumentando muito, na próxima semana tem uma reunião com Usina com representante dos produtores rurais.

“Os produtores saíram da reunião bem animados, pois a usina contratou uma empresa para buscar meios de amenizar a proliferação da mosca-da-cana e manter um trabalho de prevenção no local”, explicou o secretário.