Preocupado com o desempenho da filha de 17 anos, William Gustavo Ouriveis registrou uma reclamação no portal do (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) sobre a estrutura oferecida na Escola Municipal Licurgo de Oliveira Bastos, em Campo Grande, para o Enem. O local da aplicação tinha cadeiras para a educação infantil, pequena para jovens e adultos.

O pai diz que moram no bairro Giocondo Orsi e a estudante foi designada para a escola na Vila Nasser, aproximadamente sete quilômetros de distância. Ele diz que há três universidades próximas da casa, que seriam locais de melhor estrutura.

“Não tinha aparelho de ar condicionado e as cadeiras e mesas não eram apropriadas para jovens e adultos, pois o colégio é de educação infantil. [Ela] me relatou que ficou desconfortável durante toda a prova e percebeu inclusive que alunos de porte físico maior tiveram dificuldades a se adaptar a isso”.

Outra reclamação indicava a pouca ventilação na sala, diante de um calor de 32°C da tarde do último domingo (5). Com isso, o pai teme que as condições da prova prejudiquem a pontuação da adolescente.

“É um certame de avaliação, as condições para todos os candidatos devem ser minimamente iguais, sob o prejuízo de se penalizar alguns candidatos que não foram alocados em escolas apropriadas para a sua e nas condições de ambiente favoráveis. Isso claramente afeta o desempenho de um candidato, pois fazer uma prova suando e em uma mobília escolar inadequada para o seu tamanho é injusto, pois outros candidatos fizeram a prova em condições melhores”.

A (Secretaria Municipal de Educação), responsável pela estrutura, informou em nota que o Enem é de esfera federal e no Estado é de responsabilidade do governo local. “A Rede Municipal de Ensino cede as unidades escolares quando solicitada”, pontua.

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