Mato Grosso do Sul apresentou estabilização no volume de serviços se comparado a agosto, na série com ajuste sazonal, conforme a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta sexta-feira (11).

Quando comparado a setembro do ano passado, o balança mostra que houve queda de 0,1% no volume de serviços. O acumulado de 12 meses é de 6,1% com alta de 6,5%. A pesquisa expõe índices de receita nominal e de volume, este último como resultado da deflação dos valores nominais correntes por índices de preços específicos para cada atividade.

O Estado fica atrás de 19 das 27 unidades da federação, ficando em 20ª posição dentre regiões que avançaram na expansão do volume de serviços de setembro. Na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço de 0,9% no Brasil.

Avanços no Brasil

Os impactos mais importantes vieram do Rio de Janeiro (0,7%), seguido por Santa Catarina (2,6%), Rio Grande do Sul (1,0%) e São Paulo (0,1%). Em contrapartida, Paraná (-2,3%) exerceu a principal influência negativa, seguido por Pernambuco (-1,6%) e Minas Gerais (-0,2%).

Frente a setembro de 2021, o avanço do volume de serviços no Brasil (9,7%) foi acompanhado por 25 das 27 unidades da federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (12,5%), seguido por Minas Gerais (13,0%), Rio de Janeiro (4,0%), Rio Grande do Sul (7,9%) e Santa Catarina (9,8%).

Em sentido oposto, Distrito Federal (-2,7%) e Mato Grosso do Sul (-0,1%), assinalaram os únicos resultados negativos do mês. Já no acumulado de janeiro a setembro de 2022, frente a igual período de 2021, o avanço no Brasil foi de 8,6% se deu de forma disseminada, já que 26 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços.

O principal impacto positivo veio de São Paulo (10,5%), seguido por Minas Gerais (11,1%), Rio Grande do Sul (12,2%), Rio de Janeiro (2,8%), Pernambuco (12,7%), Paraná (4,6%) e Bahia (8,2%). A única influência negativa sobre o índice nacional veio do Distrito Federal (-1,7%).

Atividades turísticas crescem 0,4%

O índice de atividades turísticas cresceu 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, terceiro resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 3,2%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 0,7% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 6,7% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Apenas cinco dos 12 locais pesquisados acompanharam o movimento de alta verificado na atividade turística nacional (0,4%). O destaque positivo foi Rio de Janeiro (2,6%), seguido por São Paulo (0,7%), Distrito Federal (3,4%) e Pernambuco (1,6%). Em sentido oposto, Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-3,2%) tiveram os principais recuos.

No acumulado de janeiro a setembro de 2022, o agregado especial de atividades turísticas mostrou expansão de 36,9% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelas altas nas receitas de empresas de transporte aéreo de passageiros; restaurantes; hotéis; locação de automóveis; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê.

Alta após pandemia

Na comparação com setembro de 2021, houve alta de 22,5%, 18ª taxa positiva seguida, sendo impulsionado, pelo aumento na receita de empresas que atuam em transporte aéreo; locação de automóveis; restaurantes; hotéis; serviços de bufê; e rodoviário coletivo de passageiros.

Os doze locais investigados registraram taxas positivas, com destaque para São Paulo (44,3%), Minas Gerais (58,7%), Rio de Janeiro (19,2%), Rio Grande do Sul (47,6%) e Bahia (31,1%).

Transporte de passageiros tem alta de 1,6%

O volume de transporte de passageiros no Brasil registrou expansão de 1,6% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter recuado 0,5% em agosto.

A pesquisa indica que o segmento se encontra 1,6% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 21,0% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

O volume do transporte de cargas teve variação negativa de 0,5% em setembro de 2022, após ganho de 22,5% entre setembro de 2021 e agosto de 2022. O segmento se situa 0,5% abaixo do ponto mais alto de sua série, alcançado no mês anterior. Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 33,7% acima de fevereiro de 2020.

Na comparação com setembro de 2021, o transporte de passageiros teve a décima oitava taxa positiva seguida ao avançar 22,8%, ao passo que o transporte de cargas, no mesmo confronto, cresceu 20,6%, seu vigésimo quinto resultado positivo consecutivo.

No acumulado do ano, o transporte de passageiros cresceu 35,6% frente a igual período de 2021, enquanto o de cargas avançou 15,3%.