A fronteira entre Mato Grosso do Sul e Bolívia, que estava fechada há 27 dias para o transporte de carga, foi reaberta nesta quinta-feira (17). Os veículos passaram pela linha internacional das 8h às 10h, apesar do acordo firmado na quarta-feira (16) prometer que seria das 8h às 12h.

“Fechou antes do 12h, tinha sido feito um acordo aqui, o pessoal não cumpriu, era para ficar de 08h até 12h, mas ficou de 08h às 10h”, afirmou o presidente da Setlog Pantanal (Sindicato das Empresas de Transporte e Logística do Pantanal), Lourival Júnior. 

O acordo mencionado trata-se da reunião realizada na noite de quarta-feira (16), entre os movimentos cívicos que lideram o Paro Cívico boliviano e a Associação de Transporte Pesado da Bolívia. 

No encontro, ficou decidida a reabertura da fronteira entre Corumbá e Puerto Quijarro, por algumas horas entre os dias 17 e 18 de novembro, para caminhões e carretas com mercadorias que aguardam na Agesa (Armazéns Gerais Alfandegados). 

Em entrevista ao Diário Corumbaense, Antonio Chávez Mercado, presidente do Comitê Cívico Arroyo Concepción, disse que na sexta-feira (18), caminhões poderão atravessar da Bolívia para Corumbá, entre as 4h e as 9h.

“Depois de cumprir essas medidas, voltaremos a fechar a fronteira e ninguém irá passar. Não reabriremos enquanto o decreto presidencial se torne lei, passando pela Câmara de Deputados e pelo Senado. Além disso, temos outras exigências, como a liberação de três pessoas que foram presas durante os protestos, aqui em Puerto Quijarro”, disse Antonio.

Manifestantes pedem antecipação do Censo

Os conflitos fazem parte de atos classificados como “medidas extremas” para pressionar o governo de Luis Arce a realizar o Censo Demográfico em 2023 e não em 2024. 

O Censo disponibilizaria novos dados populacionais “em tempo hábil”, sendo possível novo pacto fiscal antes do próximo período eleitoral. Porém, o presidente Luis Arce já ratificou que o levantamento será em 2024.

De acordo com lideranças do Paro Cívico, o levantamento precisa ser realizado o quanto antes, pois o Estado de Santa Cruz de La Sierra e outros departamentos são os mais prejudicados, já que o último foi realizado em 2012 e de lá para cá muita coisa mudou.