A fronteira de Corumbá com a Bolívia está fechada há 22 dias. A greve geral já é a maior da Bolívia, superando os “21 dias de Paro”, como ficou conhecida a manifestação que resultou na queda do presidente Evo Morales em 2019.

Nesta semana, o presidente do Comitê Cívico Arroyo Concepción, Antonio Chávez Mercado anunciou uma trégua. Desde a quinta-feira (10), carros de passeio estão liberados a atravessar a fronteira das 4h às 9h.

O bloqueio total segue para caminhões e carretas. Pessoas com atendimento médico marcado e ambulâncias estão liberados a seguir viagem.

Bolivianos brigam pela realização do Censo em 2023, para melhor redistribuição de renda entre estados e municípios. Santa Cruz é uma das cidades mais afetadas e segue na linha de frente nas negociações com o Governo boliviano.

Confronto em Santa Cruz.
Confronto em Santa Cruz. (Foto: El Deber)

Sexta-feira de confronto e violência

Em Santa Cruz de La Sierra, cidade distante 650 km da fronteira da Bolívia com Corumbá, houve confronto entre manifestantes na sexta-feira (11). Manifestantes atearam fogo no prédio da Federação Sindical dos Trabalhadores Camponeses.

De acordo com o site Diário Corumbaense, o confronto ocorreu entre pessoas a favor e contrárias à greve geral. Encapuzados também desbloquearam ruas de Santa Cruz e o clima segue tenso.

O incêndio ocorreu horas depois de confrontos entre a Polícia e um grupo que chegou ao local depois de saber que pessoas que participaram de uma marcha contra a greve estavam abrigadas no prédio.

Informações do site boliviano El Deber, o presidente da Bolívia Luis Arce, anunciou que o censo será realizado em 23 de março de 2024 e os recursos devem ser distribuídos em setembro do mesmo ano. Um mês antes do anunciado previamente.