A Polícia Militar Ambiental de Campo Grande, o Instituto Arara Azul e a empresa de energia foram acionados na manhã desta sexta-feira (17) para resgatar uma arara-canindé (Ara ararauna) aparentemente ferida parada há dois dias no fio de alta tensão, localizado na avenida Ana Rosa Castilho Ocampo.

As equipes da Polícia Militar Ambiental do Instituto Arara Azul e da empresa de energia foram ao local e verificaram que se tratava de um filhote em fase de aprendizado de voo e não apresentava ferimentos. Ao notar a aproximação humana, a ave alçou voo, confirmando o que a PMA já havia informado, de que a arara, apenas estava esperando alimento que é trazido pelos seus pais. Neste caso, a captura do animal não é recomendada.

De acordo com a PMA, esse é o período reprodutivo da maioria das espécies de aves, especialmente, dos psitacídeos (araras, periquitos, papagaios, maritacas, maracanãs, etc.) e, dessa forma, em um determinado momento os filhotes não ficam mais nos ninhos, até porque precisam aprender a voar, porém, os pais continuam alimentando e os protegendo. Dependendo da espécie, às vezes, eles chegam a ficar até dois ou três dias no mesmo local, esperando os pais que estão buscando o alimento na natureza, porém, continuam alimentando esses filhotes, até que se tornem independentes.

Por essa razão, a PMA orienta que não é caso de captura, pois não se pode retirar o animal do seu habitat, a não ser que esteja ferido. Devem-se deixar os filhotes onde estão e evitar aproximação, mesmo que haja algum risco relativo a serem predados por animais domésticos, embora não seja tão fácil, pois os filhotes quando saem dos ninhos já conseguem desenvolver voos curtos. No ambiente natural, existem muitos mais predadores do que nos perímetros urbanos. Se houver dúvidas, deve-se ligar para a PMA e solicitar informações.