Equipes combatem mais cinco focos de incêndio no Pantanal em MS, que isolam fazendas
Equipes do Corpo de Bombeiros, brigadistas e voluntários, continuam com o combate às chamas que tomam o Pantanal. Nesta segunda-feira (28), o foco dos trabalhos continua na região da Serra do Amolar, na divisa de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, mas outras quatro áreas também recebem a atenção das equipes. Porto da Manga, […]
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Equipes do Corpo de Bombeiros, brigadistas e voluntários, continuam com o combate às chamas que tomam o Pantanal. Nesta segunda-feira (28), o foco dos trabalhos continua na região da Serra do Amolar, na divisa de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, mas outras quatro áreas também recebem a atenção das equipes.
Porto da Manga, Passo do Lontra e duas propriedades rurais foram atingidas pelo fogo de sábado para domingo. Já na Serra do Amolar, a situação continua grave. “Realizamos um sobrevoo no sábado para saber como estava a região”, informou o comandante do CPA (Centro de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Waldemir Moreira.
Segundo o comandante, a situação é complicada pela falta de pista para operar de modo aéreo. Ele explicou que neste final de semana, mais fuzileiros navais da Marinha foram ao local para também atuar no combate ao fogo.
Fogo que também chegou à RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Eliezer Batista. O local, é distante cerca de 200 quilômetros de Corumbá, de difícil acesso. “Conversamos com as equipes do Mato Grosso, quando descemos em Poconé. Lá tivemos a informação de que as equipes do MT iriam atuar no combate na RPPN com o apoio da Força Nacional”, disse Waldemir.
Na semana passada, o comandante informou que essa RPPN fica um local de difícil acesso e destacou que, mesmo sendo em MS, a maneira mais fácil de aceso, seria por Mato Grosso. “Para se ter uma ideia, saindo de Corumbá, em linha reta são 200 quilômetros. Por meio fluvial, são entre 300 a 400 quilômetros, então se torna inviável sair de Corumbá”, disse.
A rápida ação para combater o incêndio na RPPN foi possível pela iniciativa da funcionária da reserva, Keli Monique Silva, que pediu socorro pelo rádio transmissor. Seu alerta foi captado pela lancha do Instituto Homem Pantaneiro (IHN), ong que administra a RPPN, numa distância de 45 km. A lancha se encontrava no rio Cuiabá acompanhando uma guarnição do Corpo de Bombeiros.
O diretor de relações públicas do IHP, coronel Ângelo Rabelo, disse que ainda não é possível mensurar a destruição causada pelo fogo, bem como a dimensão da área afetada. No entanto, avaliou que, considerando ser uma região de extrema importância para a proteção da biodiversidade do bioma, os impactos são irreversíveis, especialmente para a abundante fauna que habita o Amolar.
Reforço
Equipes do ICMbio, Ibama e as organizações não-governamentais Ecoa e Instituto Homem Pantaneiro (IHP), totalizando 58 homens, chegaram para reforçar e atuar diretamente no combate aos focos de incêndio na Serra do Amolar e entorno das comunidades ribeirinhas.
A partir desta segunda-feira, a Operação Pantanal II, passa a contar com mais duas aeronaves. Um helicóptero do ICMbio e um Air Tractor contratado pelo Estado vão combater o fogo com lançamento de água.
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