Categoria discorda de valores

​Durante evento de comemoração dos 182 anos da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, comemorado nesta terça-feira (5), o secretário de Estado de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis, reafirmou que o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB) ofereceu o máximo de reajuste possível aos militares.

No início de julho, alegando incapacidade financeira para um reajuste maior, o governador propôs reajuste linear de 2,94%. O impacto na folha, segundo ele, será de R$ 11 milhões.

“O Estado propôs o que poderia dentro do momento da crise que o país atravessa que é de 2,94%, além de 2,55 aos cabos e soldados – que têm os menores salários na carreira. Cumprimos progressão de 1% aos cabos e soldados e 0,5% para subtenente e sargentos”, declarou. 

O presidente da ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) Edmar Soares da Silva, ressalta que a categoria discorda dos valores apresentados. “Queremos o mesmo reajuste concedido aos policiais civis, que receberam 7%. Queremos 7% para todos da nossa categoria”, frisou.

O secretário de Estado de Administração e Desburocratização observou ainda que o Estado está aberto a negociações, mas assegura que não há condições de conceder reajuste maior.

“Não é vergonha nenhuma, chamar para repactuar acordo. Ainda mais em momentos de crise. Estamos abertos a negociações, mas o que o Estado poderia dar já foi proposto. Podemos começar a pagar 40% em setembro”, afirmou.

Aquartelamento –

Na última sexta-feira (1º) a categoria deu início a um aquartelamento de 24 horas em protesto para pressionar o governo a conceder orçamento paritário ao da Polícia Civil.