Criança foi levada para CRS, PAI e até clínica particular

A demora para conseguir atendimento médico em Campo Grande tem sido alvo de inúmeras reclamações. O feirante Augusto César Lopes Cunha, de 33 anos, diz que passou pelo CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes, PAI (Pronto Atendimento Integrado) e até um hospital particular para conseguir um pediatra para o filho de três anos. Durante a espera, ele gravou um vídeo para mostrar em uma das unidades de saúde.

Conforme o relato, o menino foi levado para o CRS Tiradentes, na região leste da Capital, por volta das 20 horas, no entanto, o feirante diz que teve de desistir do atendimento. “Tinha um monte de gente esperando e o atendente explicou que os médicos estavam em e disse que não tinha previsão para o atendimento, que seria feito à medida do possível”, afirma.

Ao deixar o CRS o feirante seguiu para o PAI, no entanto, também não conseguiu que o filho fosse atendido. “Cheguei e já fui informado de que algumas crianças estavam esperando desde as 13 horas. Não poderia ficar esperando e decidi levá-lo a um hospital particular, mas era muito caro e minhas condições financeiras não permitiam que eu pagasse R$ 250,00 pela consulta e ainda mais com a medicação”, pontua.

O feirante diz que o filho começou a apresentar melhora e decidiu levar o menino a uma farmácia, no entanto, na madrugada desta terça-feira (26), a febre aumentou e a criança foi levada para o CRS Aero Rancho, onde foi atendida pouco depois. “Essa situação é revoltante, inaceitável”, observa.

A assessoria de comunicação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) justifica que com a greve dos médicos, ainda sem previsão para ser encerrada, os atendimentos foram reduzidos e o tempo de espera tem sido maior.

De acordo com a assessoria de comunicação, a Sesau encaminhou uma proposta para o  (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), que vai analisar durante assembleia nesta terça-feira.

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