Sem provas, Bolsonaro acusa OMS de incentivar ‘masturbação de crianças’

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acusou – sem provas – a Organização Mundial da Sáude (OMS) de incentivar a masturbação e a homossexualidade de crianças por meio de uma suposta cartilha da órgão. Sem citar fonte alguma, Bolsonaro publicou um trecho da cartilha e, minutos depois, apagou a publicação. “Essa é a Organização Mundial […]
| 30/04/2020
- 13:08
Sem provas, Bolsonaro acusa OMS de incentivar ‘masturbação de crianças’
Agência Brasil - Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acusou – sem provas – a Organização Mundial da Sáude (OMS) de incentivar a masturbação e a homossexualidade de crianças por meio de uma suposta cartilha da órgão. Sem citar fonte alguma, Bolsonaro publicou um trecho da cartilha e, minutos depois, apagou a publicação.

“Essa é a Organização Mundial da Saúde (OMS) que muitos dizem que eu devo seguir no caso do coronavírus. Deveríamos então seguir também diretrizes para políticas educacionais?”, questionou.

o texto publicado dá detalhes sobre supostas recomendações da organização ligada à ONU para crianças de 0 a 4 anos.

“Satisfação e prazer ao tocar o próprio corpo (masturbação); expressar suas necessidades e desejos por exemplo, no contexto de ‘brincar de médico’; as crianças têm sentimento sexuais mesmo na primeira infância”, diz o texto.

Na sequência, viriam as recomendações para crianças entre 4 a 6 anos: “Uma identidade de gênero positiva; gozo e prazer ao tocar o próprio corpo, masturbação na primeira infância; relações entre pessoas do mesmo sexo”.

Bolsonaro acusa OMS de incentivar masturbação em crianças - Foto: Reprodução

.De acordo com o Uol, as sugestões publicadas por Bolsonaro realmente existem e foram publicadas em 2010 pelo Centro Federal de da Saúde da Alemanha, juntamente com um escritório europeu da OMS. A cartilha, porém, não é dirigida às crianças, e sim aos pais, com o objetivo de orientá-los na educação de seus filhos.

Bolsonaro tem escalado sua retórica contra a OMS desde o início da pandemia de coronavírus. Ele contrariou recomendações da organização de isolamento social quando se suspeitava que havia sido infectado pelo novo vírus e questionou autoridades de saúde. O discurso vem em linha com a política do presidente americano, , que anunciou que cortaria recursos à OMS, por estar, em sua opinião, enviesada em favor dos chineses.

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