Área doada para negócio chinês que não decolou em MS valorizou 233% e valor chega a R$ 10 milhões

A prefeitura de Maracaju tenta retomar a área doada em 2015
| 04/02/2022
- 18:28
A área foi doada em 2015 e a empresa nunca iniciou as atividades.
A empresa recebeu ultimato da prefeitura em reunião realizada nesta semana. - Foto: Marcos Ermínio | Jornal Midiamax.

Doada há seis anos para a BBCA Brazil, área rural de Maracaju sofreu valorização com o passar do tempo e pode valer R$ 10 milhões. O valor atual das terras foi estimado pelo prefeito Marcos Calderan (PSDB), que tenta retomar a posse das terras no município, a 164 quilômetros de Campo Grande.

Ao Jornal Midiamax, o gestor municipal disse que “a terra valorizou muito neste período”. Desde 2015, quando foi oficialmente doada à empresa chinesa, Mauro aponta cerca de R$ 7 milhões de valorização no terreno de 102 hectares.

Após diversas prorrogações, a prefeitura resolveu retomar a área doada. “Acho que só perdemos tempo e tivemos expectativas frustradas”, lamentou o prefeito.

À reportagem ele explicou que, durante a última reunião, a gestão deu ultimato para a empresa no intuito de reaver a posse do terreno. “Fizemos uma reunião presencial com representantes da BBCA, onde informamos da retomada da área, já que não cumpriram com projeto e prazo estipulados no contrato”, lembrou.

Segundo o prefeito, a empresa ainda tentou pedir mais tempo para se manter como responsável pela área doada. “Pediu mais prazo, mas não terão”, frisou.

Negócio que não alavancou

Na gestão do prefeito Maurílio Azambuja (PSDB), a lei nº 1.852/2015 foi assinada após aprovação da Câmara Municipal. O texto trouxe a desafetação e alienação por doação de 102,3385 hectares da Santa Rosa – Gleba B à BBCA Brazil.

Na época, foi estimado que as terras valiam R$ 3 milhões. Em contrapartida, a empresa chinesa afirmou que investiria R$ 2 bilhões na cidade, levando movimentação econômica para o município.

Entre as obrigações da empresa, estava o início das obras da fábrica em 90 dias, com término em 24 meses. Apesar de construir 30 alojamentos para trabalhadores e dois armazéns, a empresa postergou a entrega da fábrica de amido desde 2018.

O prazo já foi adiado para 2019, 2020 e o último pedido previa que a indústria iria entrar em operação em 2021. Em outubro de 2020, relembrar o ‘negócio milionário’ era sinônimo de ‘frustração’ para nomes do Governo do Estado.

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