Os conselheiros do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) Waldir Neves e Ronaldo Chadid também vão ter que usar tornozeleira eletrônica após a deflagração da Operação Terceirização de Ouro, nesta quinta-feira (8). Além deles, o presidente da corte, Iran Coelho das Neves, é alvo da mesma medida restritiva.

Os três ainda foram afastados dos cargos por 180 dias (cerca de seis meses) por ordem do STJ (Supremo Tribunal Federal). O processo está sob sigilo.

A PF, a Receita Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) cumpriram 30 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Brasília (DF), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Miracema (RJ).

O nome da operação decorre de indícios de crimes relacionados a contratos de terceirização de mão de obra do TCE. O principal contrato investigado supera a quantia de R$ 100 milhões.

As investigações apontaram uso de pessoas jurídicas vinculadas à participação no certame para contratação de empresas com licitações fraudulentas. 

Entre as estratégias utilizadas para vencer as licitações, os investigados agiam com rapidez incomum na tramitação do procedimento, exigência de qualificação técnica desnecessária ao cumprimento do objeto, contratação conjunta de serviços completamente distintos em um mesmo certame e apresentação de atestado de capacidade técnica falsificado.