A Prefeitura de Amambai confirmou o cumprimento de mandados de buscas e na Secretaria Municipal de Fazenda e nos departamentos de Licitação e Engenharia. Os mandados fazem parte da Laços Ocultos, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16).

Nesta tarde, a Prefeitura Municipal publicou nota sobre a operação e os mandados. Conforme a publicação, “os servidores municipais imediatamente franquearam o acesso a todos os órgãos, documentação e inspeção em computadores, bem como prestaram as explicações solicitadas acerca dos trâmites burocráticos para a contratação com o Poder Público Municipal”.

Além disso, a nota ressaltou que não houve busca e apreensão contra o prefeito Edinaldo Bandeira (PSDB). “Não foi realizada nenhuma ação envolvendo o prefeito, que somente teve ciência da situação ao ser informado de que a Prefeitura deveria permanecer fechada no transcorrer das diligências”.

Mandados

O gabinete do vereador de Amambai, Valdir de Brito (PSDB), foi alvo de buscas durante a operação Laços Ocultos nesta quinta-feira (16). Um documento foi levado pelas equipes do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e do (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Ao Jornal Midiamax, a presidente da Casa de Leis, vereadora Ligia Borges (PSDB), explicou um pouco sobre as buscas na manhã desta quinta-feira (16). “O mandado era apenas para a sala do vereador Valter Brito, que acompanhou com a Gaeco”, disse.

O engenheiro da Prefeitura de Amambai, Maurício Sartoretto Martinez, foi preso durante busca e apreensão da operação Laços Ocultos. Três armas ilegais foram encontradas na residência do engenheiro, que já foi fiscal de obras do município.

Operação Laços Ocultos

operação denominada Laços Ocultos, do Gecoc, com apoio do Gaecocumpre nesta quinta-feira (16) mandados contra grupo especializado na fraude de licitações. Vereadores, secretários e servidores estão entre os investigados em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande.

Conforme detalhado pelo Gecoc, são 6 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão a serem cumpridos. O Midiamax identificou que um vereador está entre os alvos de prisão. Ele seria sócio oculto de uma empreiteira.

A investigação identificou que a organização criminosa atuava há anos fraudando licitações públicas, voltadas para contratação de empresas especializadas em obras e serviços de engenharia em Amambai.

Essas empresas estariam ligadas a familiares dos servidores, com sócios ocultos. Nos últimos 6 anos, os valores dos contratos ultrapassaram os R$ 78 milhões.

Duas das empresas têm atualmente mais de 20 contratos vigentes com o município. Perícias de engenharia, em obras vistoriadas presencialmente, detectaram ainda o superfaturamento e inexecução parcial.

Ainda mais, o Gecoc identificou pagamento de propina das empresas do grupo criminoso em benefício dos parlamentares e servidores públicos responsáveis pela fiscalização dessas obras.

A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque, do Bope (Batalhão de Operações Especiais), DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da Força Tática da Polícia Militar.

O nome da operação, Laços Ocultos, se deu pelo vínculo entre os investigados.

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