O engenheiro da Prefeitura de Amambai, Maurício Sartoretto Martinez, foi preso nesta quinta-feira (16) durante busca e apreensão da operação Laços Ocultos. Três armas ilegais foram encontradas na residência do engenheiro, que já foi fiscal de obras do município.

Boletim de ocorrência aponta que por volta das 6h o engenheiro foi abordado na própria residência. Duas testemunhas acompanharam os policiais que cumpriram o mandado de busca e apreensão.

Questionado sobre posse de armas, Maurício apresentou sete armas. Contudo, apenas quatro tinham documentação. Ou seja, três armas de fogo estavam ilegais.

Assim, foram apreendidas as munições e armas sem documentação. Além disso, encontraram munições de calibre 7.62.

O engenheiro foi encaminhado, com as armas e munições apreendidas, para a delegacia de Polícia Civil de Amambai.

Operação Laços Ocultos

A operação denominada Laços Ocultos, do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), cumpre nesta quinta-feira (16) mandados contra grupo especializado na fraude de licitações. Vereadores, secretários e servidores estão entre os investigados em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande.

Conforme detalhado pelo Gecoc, são 6 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão a serem cumpridos. O Midiamax identificou que um vereador está entre os alvos de prisão. Ele seria sócio oculto de uma empreiteira.

A investigação identificou que a organização criminosa atuava há anos fraudando licitações públicas, voltadas para contratação de empresas especializadas em obras e serviços de engenharia em Amambai.

Essas empresas estariam ligadas a familiares dos servidores, com sócios ocultos. Nos últimos 6 anos, os valores dos contratos ultrapassaram os R$ 78 milhões.

Duas das empresas têm atualmente mais de 20 contratos vigentes com o município. Perícias de engenharia, em obras vistoriadas presencialmente, detectaram ainda o superfaturamento e inexecução parcial.

Ainda mais, o Gecoc identificou pagamento de propina das empresas do grupo criminoso em benefício dos parlamentares e servidores públicos responsáveis pela fiscalização dessas obras.

A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque, do Bope (Batalhão de Operações Especiais), DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e da Força Tática da Polícia Militar.

O nome da operação, Laços Ocultos, se deu pelo vínculo entre os investigados.